Manchester City – Arsenal (Premier League)
Antes da paragem o Manchester City regressa ao Etihad para receber os Gunners. Estamos a entrar em novembro e pela primeira vez na sua história os Cityzens comandam destacados a Premier League e encantam na Liga dos Campeões, onde já têm garantida a passagem aos oitavos de final. O Arsenal está longe desse nível de excelência mas mesmo aos tropeções tem-se mantido ao alcance dos objetivos da temporada. Mas no confronto com os concorrentes de topo, as fragilidades ficam mais expostas.
Há segunda temporada parece que o projeto Guardiola entra na velocidade cruzeiro. Hoje o Manchester City é uma equipa que enche as medidas, seja qual for o critério pela qual a avaliemos. O estilo de jogo é empolgante, os jogadores já processam as inovações táticas com naturalidade e a defesa sabe agora o que tem que fazer para ser sólida. Foi o aspeto que levou mais tempo a acertar, como é natural, porque é complexo e exige uma evolução coletiva. Neste momento o City tem o segundo melhor registo defensivo do campeonato, só superado pelo United de Mourinho. Mas no outro lado do campo, ninguém bate estes Cityzens. Trinta e cinco golos em dez jogos e isso está longe de ser o mais impressionante. Se não, reparem. O Manchester City tem quatro jogadores no top-6 de melhores marcadores: Sterling e Aguero com sete; Gabriel Jesus e Leroy Sané com seis. E mesmo assim eles só são responsáveis por poucos mais de dois terços dos golos da equipa, o quem significa que não dependência de um ou outro elemento. E não podemos esquecer que o pódio das assistências para golo na Premier League também é exclusivamente azul celeste: Kevin de Bruyne e David Silva com seis, Sané com cinco. Os golos estão distribuídos por diversos autores, vêm de todas as áreas do campo e em todas as circunstâncias, seja em ataque organizado, contra-ataque ou bolas paradas.
O Manchester City lidera a Premier League sem derrotas (9V/ 1E), cinco pontos acima do United, que é segundo. São oito as vitórias consecutivas no campeonato e nelas se incluem a goleada ao Liverpool (5-1) e o triunfo em casa do campeão em título (0-1). A meio da semana a equipa de Guardiola garantiu presença nos oitavos de final da Liga dos Campeões, indo vencer o Nápoles a Itália. Soma doze pontos, só com vitórias. Insigne abriu o marcador aos vinte e um minutos mas a formação inglesa não teve problemas em vir de trás para virar o resultado. Otamendi fez a igualdade, ainda na primeira parte e Stones deu a volta ao marcador logo a abrir o segundo tempo. Os centrais a fazer os golos. Novamente empatados a meia hora do fim – Jorginho marcou de penalti – mas Aguero e Sterling repuseram a partidas no sentido que interessava.
Benjamin Mendy e Vincent Kompany continuam a ser as únicas baixas.
Onze Provável: Ederson – Walker, Stones, Otamendi, Delph – De Bruyne, Fernandinho, David Silva – Sterling, Jesus, Sané.
Pelo menos metade dos joga
dores que o Arsenal utilizou na quinta-feira, na receção ao Estrela Vermelha (0-0), eram miúdos da equipa de reservas. E os restantes eram elementos menos utilizados do plantel principal. A opção é compreensível. Mesmo com o nulo os Gunners já têm garantida a passagem à fase seguinte na Liga Europa, beneficiando da goleada sofrida pelo BATE Borisov em Colónia. Os ingleses têm o dobro dos pontos do segundo classificado. E, claro, as poupanças foram feitas a pensar no jogo de domingo.
Arsène Wenger sabe que precisa de ter a equipa na máxima força para ter alguma hipótese de desfeitear o City. Por esta altura o treinador francês estará a sofrer para perceber se terá Sead Kolasinac apto para ir a jogo. Com o ocaso das exibições de Mesust Ozil e Alexis Sánchez, o defesa bósnio transformou-se no trunfo que mexe com o jogo e o rendimento da equipa.
O Arsenal está na quinta posição e sabe que não pode permitir que o fosso para o líder, que é já de nove pontos, se continue a aprofundar. Mas nos dois duelos com equipas de topo da tabela que teve até à data os Gunners não conseguiram sair por cima. Perderam com o Liverpool (4-0) e foram empatar a casa do Chelsea (0-0).
Onze Provável: Cech – Koscielny, Mertesacker, Monreal – Bellerín, Ramsey, Xhaka, Kolasinac – Ozil, Lacazette, Alexis Sánchez.
| Arsenal | 2-1(a.p.) | Manchester City |
Taça de Inglaterra 2016/17
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| Arsenal | 2-2 | Manchester City |
Premier League 2016/17
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| Manchester City | 2-1 | Arsenal |
Premier League 2016/17
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Na época passada o Arsenal venceu a meia-final da Taça mas não conseguiu prevalecer nos confrontos do campeonato.


