Dinamarca – Itália (Qualificação Mundial 2014)
Mesmo com os transalpinos já apurados no Grupo B da Zona Europeia de apuramento para o Mundial de 2014, nem assim a equipa italiana deixa de ter influência no futuro dos restantes membros do grupo, defrontando a Dinamarca, um dos candidatos a conseguir um lugar no playoff. A equipa nórdica precisa de vencer para manter as suas esperanças, enquanto esperará que a Bulgária escorre entre a viagem à Arménia e a receção à República Checa.
A Dinamarca começou muito mal nesta fase de apuramento e esteve mesmo perto de atirar a toalha ao chão, depois de não vencer nenhuma das três primeiras partidas. Uma vitória na República Checa, em Março, renovou as esperanças dos nórdicos que, ainda assim, viriam a somar um empate caseiro frente à Bulgária e uma pesada goleada por 0 a 4 frente à Arménia. Só o extremo equilíbrio entre as várias seleções do grupo permitiu à Dinamarca manter-se na luta, tendo que esperar que os búlgaros percam pontos nas partidas que ainda faltam para fechar as contas. Entre os principais ausentes da convocatória estarão os nomes de Simon Poulsen e de Jores Okore, que poderão fragilizar o setor defensivo, ainda que Daniel Agger e Simon Kjaer, referências maiores da equipa, estejam entre os convocados. O médio Christian Eriksen, recentemente transferido para o Tottenham, tentará empurrar a sua equipa para uma vitória, de certa forma épica, dado o valor do adversário, mas sobretudo essencial para manter o sonho.
Onze provável: S. Andersen – Zimling, Kjaer, Agger, Boilesen – Ankersen, Eriksen, Kvist – Braithwaite, Bendtner, Krohn-Dehli.
A Itália alcançou o apuramento sem grandes dificuldades, tendo apenas empatado dois jogos nos oito já disputados neste grupo. Quem conseguiu travar os transalpinos na sua caminhada para o Mundial foi a Bulgária e a República Checa, ambos os casos com os italianos a jogarem fora de casa. Assim sendo, e olhando à classificação, a Dinamarca alimenta esperanças de conseguir também assegurar algum ponto, mesmo que só a vitória lhe interesse. Com o apuramento garantido, Cesare Prandelli não chorará em demasia as ausências de Maggio, El Sharaawy e Daniele de Rossi, abrindo espaço para continuar a rejuvenescer a sua equipa. Insigne, Florenzi e Di Silvestri são alguns dos nomes que vão tendo oportunidade de marcar presença na equipa principal, com o napolitano a poder merecer, inclusive, um lugar no onze, muito em breve, tendo em conta a sua velocidade, rebeldia e qualidade técnica. Balotelli e Verrati, ambos com problemas físicos, poderão ficar de fora neste encontro, ainda que se encontrem a trabalhar junto com os seus colegas.
Onze provável: Buffon – Bonucci, Ranocchia, Chiellini – Candreva, Marcchisio, Pirlo, Montolivo, Giaccherini – Gillardino.
Os dinamarqueses apenas bateram os italianos por duas vezes, sempre em fases de qualificação. A primeira dessas vitórias foi conseguida em casa, na caminhada para o Mundial de 1982, enquanto a segunda foi alcançada fora, no apuramento para o Euro 2000.
| Itália | 3-1 | Dinamarca | WC2014 UEFA |
| Dinamarca | 0-0 | Itália | Euro 2004 |
| Itália | 2-3 | Dinamarca | Euro 2000 (Q) |
| Dinamarca | 1-2 | Itália | Euro 2000 (Q) |
| Dinamarca | 0-2 | Itália | Jogos Amigáveis 1991 |
A precisar de pontos, a Dinamarca tudo fará para chegar ao golo sem colocar em risco a sua baliza. Para os italianos, este é um jogo sem grande responsabilidade, onde o técnico poderá testar algumas das suas opções táticas tendo em vista o Mundial. Um jogo de resultado imprevisível, com a motivação dinamarquesa a poder valer, no mínimo, um ponto.
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