Crystal Palace – Tottenham (Premier League)
Na luta pela sobrevivência o Crystal Palace tem feito a vida negra a quem se lhe atravessa à frente. O Liverpool foi o último dos grandes a provar do veneno. Mas o Tottenham também está embrenhado na sua própria missão, a luta pelo título, e sabe que qualquer deslize é a morte do artista. A derrota na meia-final da Taça, frente ao rival Chelsea, pode ter deixado mossa na confiança dos jovens Spurs. A ver vamos.
Nos últimos dois meses o Crystal Palace meteu o turbo para garantir a manutenção, uma receita várias vezes aplicada por Sam Allardyce nos vários clubes por onde passou, especificamente com essa finalidade. E, mais uma vez, o velho treinador inglês está a ser bem-sucedido. Nos últimos oito jogos, todos a contar para o campeonato, os Eagles só perderam por uma vez, em Southampton (3-1). Foi a exceção a confirmar a regra, que nesta caso passaram a ser as vitórias (6V/ 1E/ 1D). Claro que dentro desta sucessão de triunfos saltam à vista os resultados surpreendentes sobre o Chelsea (1-2), Arsenal (3-0) e, mais recentemente, com o Liverpool (1-2). Mas o mais importante tem sido a continuidade dos bons resultados, é isso que é essencial para uma equipa que está a tentar o tudo por tudo para escapar à perspetiva de despromoção. Neste momentos o Palace é décimo segundo, com os mesmos trinta e oito pontos que o West Ham e AFC Bournemouth, mas com uma partida de atraso em relação aos dois concorrentes diretos. São já sete pontos de diferença para o Swansea, que encabeça o trio do fundo da tabela. Ainda não é matematicamente garantido mas a permanência na Premier League está muito perto.
A formação de Jurgen Klopp foi a última a cair perante a ameaça do Crystal Palace. Coutinho até abriu primeiro o marcador, a meio do primeiro tempo, mas Christian Benteke tinha coisas a provar à sua anterior equipa. O avançado belga igualou a partida ainda a tempo de sair para o intervalo e a meio da segunda parte bisou para dar a vantagem aos Eagles.
Para a receção aos Spurs, Allardyce continua sem poder contar com Wickham, Dann, Remy e Souaré.
Onze Provável: Hennessey – Ward, Sakho, Tomkins, Schlupp – Cabaye, Milivojevic – Zaha, Pucheon, Townsend – Benteke.
Até ao passado fim de semana podia-se afirmar sem sombra de dúvida que o Tottenham era a equipa mais fulgurante do futebol inglês. Era contagiante a energia e a crença com que a equipa, cheia de talento, jogava. Digo até ao fim de semana porque ainda teremos que avaliar se a derrota na meia-final da Taça de Inglaterra deixou ou não mossa na confiança dos Spurs. É certo que são competições diferentes e que a equipa de Mauricio Pochettino fez uma partida de que não se tem que envergonhar em Stamford Bridge (4-2). Mas perdeu e isso pode abrir brechas nesse acreditar imprescindível para continuar a atacar a loderança do Chelsea nos jogos que faltam do campeonato.
Os Spurs dominaram a posse de bola e até foram o conjunto que jogou um futebol mais apelativo. Mas pouco pode contra a eficácia cirúrgica da equipa de Antonio Conte. Se até ao início da segunda parte o Tottenham se conseguiu manter na discussão da eliminatória, com Harry Kane e Dele Alli a anularem os golos de Willian, a entrada de Hazard e Diego Costa, veio alterar o equilíbrio entre as duas formações. Os Spurs estavam a acusar o desgaste e os dois habituais titulares do Chelsea entraram fresquinhos para aproveitar a visão de jogo de Fàbregas.
Erik Lamela, Harry Winks, Danny Rose e Michael Vorm são as lesões conhecidas.
Onze Provável: Lloris – Dier, Alderweireld, Vertonghen – Walker, Wanyama, Dembéle, Davies – Eriksen, Kane, Alli.
| Tottenham | 1-0 | Crystal Palace |
Premier League 2016/17
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| Tottenham | 0-1 | Crystal Palace |
Taça de Inglaterra 2015/16
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| Crystal Palace | 1-3 | Tottenham |
Premier League 2015/16
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| Tottenham | 1-0 | Crystal Palace |
Premier League 2015/16
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Os Spurs venceram o dérbi da jornada dois, em White Hart Lane, com um golo solitário de Victor Wanyama nos últimos dez minutos do encontro.



