Crystal Palace – Hull City (Premier League)
Tanto Sam Allardyce como Marco Silva identificam este encontro como uma final. Quatro pontos separam o Crystal Palace do Hull City, um acima outro abaixo da linha de água. Depois de uma série de resultados surpreendentes os Eagles vêm agora de três derrotas consecutivas, a última das quais por goleada, no Etihad. Os Tigers sofreram no passado fim de semana a primeira derrota em casa desde que o treinador português assumiu o banco, o que resulta na descida à zona de despromoção. A luta pela sobrevivência será até ao fim e a três, com o Swansea à mistura.
O Crystal Palace está na décima sexta posição da Premier League, com trinta e oito pontos ao fim de trinta e seis partidas. São quatro os pontos que o separam do Hull, o primeiro dos candidatos à despromoção. Mais uma derrota e os Eagles podem ficar equiparados em pontos com o Swansea City, com água até ao pescoço, por assim dizer. Sam Allardyce sabe bem a importância que este jogo, em casa, terá para as aspirações do clube se manter na Liga Inglesa. Na jornada de fecho do campeonato o Palace visita Old Trafford. O Manchester United joga três dias depois a final da Liga Europa e Mourinho já tinha ameaçado alinhar com as reservas nesse fim de semana se ainda estivesse em prova. Mas o Crystal Palace não vai querer sofrer até ao fim.
Depois de uma série de resultados positivos, alguns dos quais surpreendentes – frente a Chelsea (1-2), Arsenal (3-0) e Liverpool (1-2) – os Eagles voltaram às derrotas e já vão na terceira consecutiva. Depois de cederem no dérbi londrino frente aos Spurs (0-1), foram surpreendidos em casa pelo Burnley (0-2) e no passado fim de semana sofreram uma goleada no Etihad (5-0). São três jornadas consecutivas sem marcar. Outro aspeto preocupante é que a equipa não vence há três jogos em Selhurst Park – juntamos às derrotas mencionadas o empate com o Leicester City (2-2).
Allardyce continua sem poder contar com Joel Ward, Andros Townsend e Scott Dann, aos quais se juntou Mamadou Sakho. Yohan Cabaye e Kames Tomkins ainda serão reavaliados no sábado, para aferir da sua condição.
Onze Provável: Hennessey – Ward, Kelly, Delaney, Schlupp – McArthur, Milivojevic – Zaha, Puncheon, Townsend – Benteke.
Marco Silva já sabia que a sobrevivência do Hull City era coisa para só se resolver em cima do apito final, ou seja, na derradeira jornada. Ora, para o treinador português, os dois jogos que faltam cumprir – visita a Selhurst Park e receção ao Tottenham serão verdadeiras finais. Tudo se torna mais premente com o aproximar do fim do campeonato e não ajudou nada os Tigers terem cedido frente ao último classificado e já condenado Sunderland (0-2), no fim de semana passado. A primeira derrota no KCom Stadium desde que Silva (8V/ 1E/ 1D) assumiu o comando não podia ter vindo em pior altura. Os jogos caseiros têm sido o balão de oxigénio do Hull e a perda dos três pontos empurrou-o de volta à zona de despromoção, trocando de posições com os Swans. A luta pela sobrevivência no escalão principal será a três – Hull (34), Swansea (35) e Crystal Palace (38) – e este domingo os Tigers enfrentam um concorrente direto. Na última jornada o Hull City recebe a visita do Tottenham.
Marco Silva perdeu Lazar Markovic na partida com o Sunderland. O sérvio, que tem sido um elemento importante na estratégia do português lesionou-se no tornozelo e não joga mais esta temporada. Mas também há boas notícias: Elabdellaoui volta a ser opção e Tom Huddlestone deve regressar ao onze.
Onze Provável: Jakupovic – Elmohamady, Ranocchia, Maguire, Robertson – Huddlestone – Grosicki, Evandro, N’Diaye, Clucas – Niasse.
| Hull City | 3-3 | Crystal Palace |
Premier League 2016/17
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| Crystal Palace | 0-2 | Hull City |
Premier League 2014/15
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| Hull City | 2-0 | Crystal Palace |
Premier League 2014/15
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Nas duas temporadas anteriores em que se defrontaram na Premier League os resultados entre Crystal Palace e Hull City repetiram-se. Passo a explicar. Em 2013/14 o Palace venceu os dois embates, ambos por um a zero. No ano seguinte foi a vez do Hull ganhar os dois jogos, mais uma vez por dois golos sem resposta. O jogo da primeira volta do campeonato terminou empatado a três. Será que se cumpre a tendência?





