Leicester City – Aston Villa (Premier League)
A equipa sensação da Liga Inglesa recebe os Villains este domingo para o que se espera ser um jogo sem tempos mortos. O Leicester City conta cinco jogos oficiais esta temporada e outras tantas vitórias, que lhe valem o terceiro posto na classificação. O Aston Villa, que já sofreu dois desaires, não pode dizer o mesmo. Sherwood tentou aproveitar a paragem para dar alta a vários jogadores entregues ao departamento médico, veremos quem está apto.
Sim, já sabemos e todos os dias alguém insiste em lembrar: o terceiro lugar do Leicester City não é para manter. Mau seria para clubes que gastam rios de dinheiros em planteis de luxo. Mas enquanto a boa onda durar é para surfar, depois logo se vê. É verdade que o calendário foi parcialmente propício mas também não se trata apenas de um acidente isolado. Claudio Ranieri conseguiu por um grupo de jogadores modesto – à escala do campeonato em que milita – a funcionar com muita eficácia. E que ainda por cima não aborrece. Pode-se dizer que grande parte deste entusiasmo vem do surgimento de uma nova estrela. Riyad Mahrez está a atrair as atenções desde o primeiro minuto. Marcou quatro golos em três jogos, todos determinantes para o desfecho das respetivas partidas. Marcou dois ao Sunderland, um ao West Ham e outro na receção aos Spurs, que valeu um ponto precioso. Sim, porque apesar de não ter enfrentado nenhum dos candidatos ao título, os Foxes já tiveram que medir forças com Tottenham e West Ham. Lembremo-nos que os Hammers acabaram de sair de Anfield com os três pontos. O tempo avança e o Leicester mantém-se invicto, com duas vitórias – três se considerarmos a eliminatória da Capital One Cup – e dois empates. São oito pontos, os mesmos que o Swansea e só superados pelo City e Crystal Palace. Nada mau.
O Leicester de Ranieri é uma equipa com um ataque vibrante, o ponto mais fraco está na defesa. Os Foxes marcaram doze golos em cinco jogos oficiais mas também sofreram seis, não conseguindo manter a baliza inviolada em nenhum deles. E com Kasper Schmeichel o problema não está entre os postes. Nem parece que estamos a falar de um treinador italiano.
Matthew Jones é o único lesionado no plantel.
Onze Provável: Schmeichel – Laet, Morgan, Huth, Schlupp – Albrighton, Drinkwater, Kanté, Mahrez – Vardy, Okazaki.
Apesar da idade Tim Sherwood é como aqueles treinadores da velha guarda que acha que motivar os jogadores é estar sempre a espicaça-los, de preferência na praça pública. Pessoalmente acho que esse estilo motivacional se esgota rápido e tem grandes possibilidades de se virar contra o feiticeiro. É verdade que as suas equipas tendem a ser combativas e a proporcionar animadas disputas em campo mas só garra não chega quando os adversários têm argumentos de peso.
Neste momento o Aston Villa é décimo segundo, com quatro pontos, fruto de uma vitória, um empate e duas derrotas. Há alguma pressão para que regresse aos triunfos, coisa que não acontece desde a primeira jornada, na deslocação ao Bournemouth (0-1).
O treinador inglês deu graças pela interrupção para poder recuperar alguns dos elementos entregues ao departamento médico. Parece que Jack Grealish e Adama Traoré estão quase no ponto mas Idrissa Gana voltou da seleção do Senegal com queixas musculares. Se for só fadiga pode ainda ser opção.
Onze Provável: Guzan – Bacuna, Richards, Clark, Amavi – Carlos Sánchez, Westwood, Veretout – Grealish, Gestede, Sinclair.
| Aston Villa | 2-1 | Leicester City | Taça de Inglaterra 14/15 |
| Leicester City | 1-0 | Aston Villa | Premier League 2014/15 |
| Aston Villa | 2-1 | Leicester City | Premier League 2014/15 |
Na temporada passada cada clube venceu em casa, com o Aston Villa a fazer a dobradinha na Taça de Inglaterra. Será que o Leicester consegue esticar a série com a sexta vitória consecutiva ou aqui termina um ciclo?


