Dinamarca – Gibraltar (Euro 2020)
A seleção dinamarquesa não pode vacilar na antecâmara da “final” diante da República da Irlanda. A formação nórdica quer cumprir com o seu dever e levar de vencia a frágil congénere de Gibraltar sem grandes sobressaltos.
A Dinamarca ocupa o segundo lugar do grupo D de qualificação para o Euro 2020 com os mesmos 12 pontos que a República da Irlanda, mais um que a Suíça. Enquanto os dinamarqueses têm ainda dois jogos por disputar, à República da Irlanda falta apenas um. Ora, se os dinamarqueses conquistarem uma mais que provável vitória no confronto com Gibraltar, na derradeira rodada, disputar-se-á um encontro com contornos de final no Aviva Stadium, em Dublin, dado que três pontos estarão a separar duas nações que neste momento estão empatadas no que ao confronto direto diz respeito. A equipa do norte da Europa até se poderia já nesta ronda, mas a Suíça teria que somar um improvável desaire no confronto caseiro com a Geórgia. Antes de se focar nesse desafio, a Dinamarca mede forças com Gibraltar, de longe a seleção mais frágil a concurso.
A formação do norte da Europa é a única que ainda não conheceu o sabor da derrota neste grupo D de qualificação. Em casa, além do empate a uma bola com a República da Irlanda, a equipa dinamarquesa venceu a Geórgia (5-1) e a Suíça (1-0). Já na visita ao reduto de Gibraltar, seleção que vai enfrentar nesta jornada, a Dinamarca impôs a maior goleada do grupo ao levar a melhor por seis bolas a zero. De resto, estamos a falar da equipa que possui o melhor registo ofensivo do grupo com 16 golos marcados em seis jogos, o que perfaz uma média de quase três tentos/jogo – a Dinamarca só não marcou na visita à Geórgia.
A menos que aconteça uma hecatombe histórica, a vitória dinamarquesa é um dado adquirido. Os homens da casa não precisam de “jogar com o resultado” atendendo à larga margem que possuem no capítulo do “goal average”. Atendendo à proximidade em relação ao encontro decisivo com a República da Irlanda, Age Hareide poderá promover alterações em relação ao onze habitual, sendo certo que a equipa procurará adiantar-se no marcador desde cedo para depois poder gerir o rumo dos acontecimentos sem se prestar a grandes esforços ou sobressaltos.
Onze Provável: Kasper Schmeichel, Henrik Dalsgaard, Stryger Larsen, Simon Kjaer, Andreas Christensen, Thomas Delaney, Lasse Schone, Christian Eriksen, Martin Braithwaite, Yussuf Poulsen, Andreas Cornelius
Incapaz de se envolver na luta pelo acesso à fase final de uma grande competição, a seleção de Gibraltar ajusta os seus objetivos à entrada para cada fase de qualificação. Sem pontos conquistados neste grupo D, situação normal atendendo à superioridade das restantes quatro nações que compõem o grupo, a seleção gibraltina pode contentar-se com o facto de já ter marcado dois golos, ambos frente à Geórgia. O saldo atual corresponde ao pior registo do ponto de vista ofensivo, claro está, sendo que no cômputo defensivo, a situação não é diferente – 19 tentos encaixados.
Para este encontro com a Dinamarca, a meta não é muito diferente: evitar que o resultado seja tão desnivelado quanto no primeiro duelo com esta equipa, perdido por seis bolas a zero. A modesta equipa gibraltina tentará manter a bola longe da sua baliza, procurando a sorte sobretudo em lances de bola parada. As hipóteses de vermos a seleção de Gibraltar celebrar um golo em Copenhaga são muito remotas.
Onze Provável: Kyle Goldwon, Mouelhi, Joseph Chipolina, Britto, Olivero, Roy Chipolina, Jack Sergeant, Badr Hassan, Liam Walker, Tjay de Barr, Lee Casciaro
Não é fácil encontrar cenários de valor num encontro que se perspetiva tão desnivelado. Atendendo à já referida questão da proximidade em relação ao jogo com a Irlanda, parece-nos que os donos da casa poderão “tirar o pé do acelerador” em certo momento. Como tal, optamos por um mercado de “menos”, estando em crer que os dinamarqueses não vão bater a margem pela qual venceram fora de portas.









