Irlanda do Norte – Alemanha (Euro 2016)
Com o triunfo sobre a Ucrânia, a Irlanda da Norte conseguiu limpar a imagem deixada no primeiro jogo e partir para o embate com os germânicos com confiança numa reviravolta. Para conseguir o apuramento direto os de Michael O’Neill terão que bater a equipa de Low. Mas pontuando ou mesmo perdendo podem ainda entrar nos últimos dezasseis na condição de um dos melhores terceiros lugares. A Alemanha terá que fazer melhor que a Polónia, já que ambas partem em igualdade pontual para o último compromisso do Grupo C.
A beleza deste Euro 2016 é que não há jornadas mortas. Neste Grupo C já há uma seleção descartada – a Ucrânia – mas para as restantes ainda está tudo em aberto. Alemanha e Polónia encabeçam a tabela, ambas com quatro pontos resultantes de um triunfo e um empate. O duelo entre ambas terminou sem golos e, portanto, se as duas terminarem esta jornada em igualdade pontual o critério seguinte de desempate será o saldo de golos. Para já os germânicos levam vantagem, mas mínima. Estes dois eram, desde o início, os favoritos aos primeiros lugares do grupo e assim se mantêm. Mas a vitória da Irlanda do Norte sobre a Ucrânia coloca-os na expetativa. Um triunfo sobre os alemães dar-lhe-ia o apuramento automático. Mas empatando, ou mesmo perdendo, pode vir a ser repescada como um dos melhores terceiros lugares.
No segundo jogo a seleção de Michael O’Neill entrou em campo picada pela designação de pior equipa da prova, deixada no encontro inaugural com a Polónia (1-0). A mudança foi antes de mais tática. O selecionador abandonou a utilização de três centrais, encostando Jonny Evans à esquerda. Mas foi a pressão alta, o renunciar a assentar arraiais cá atrás, que realmente baralhou as contas aos homens de Fomenko. A outra mudança essencial foi na atitude. De patinho feio a Irlanda do Norte passou a surpresa. Fez uma grande primeira parte e justificou o porquê de ter chegado até França. Gareth McAuley marcou logo no início do segundo tempo. Esperava-se uma reação dos ucranianos mas não havia ideias. A alteração no jogo acabou por acontecer porque a Irlanda começou a acusar o desgaste. Teve que recuar, juntar as linhas e assim o adversário teve algumas hipóteses para pressionar. Mas esse balanceamento ofensivo dos ucranianos também abriu espaço para Niall McGinn, vindo do banco, aumentar a vantagem, já em tempo de descontos.
Onze Provável: McGovern – Hughes, Cathcart, McAuley, Jonny Evans – Davis – Ward, Corry Evans, Norwood, Dallas – Washington.
Joachim Low não pode ir para o último encontro da fase de grupos descansar jogadores. A Alemanha ainda pode terminar no terceiro lugar. Improvável mas possível. Ainda assim, antecipam-se alterações tendo em conta que três elementos fundamentais – Jerôme Boateng, Mesut Ozil e Sami Khedira – estão em risco de falhar o jogo dos oitavos se virem mais um cartão. Depois da estreia animadora Die Mannschaft empatou a zero com a Polónia (0-0) e foi o suficiente para os críticos se assanharem. Ozil não rende o que devia; os avançados alemães não conseguem marcar; o selecionador privilegia o jogo bonito em detrimento da eficácia: são só as gordas, para resumir. Thomas Muller foi certeiro na resposta quando disse que realmente a Alemanha só conseguiu calar essa gente nos 7-1, tudo o resto fica sempre aquém das expetativas.
Para garantir o primeiro lugar do grupo os germânicos terão que fazer igual ou melhor que os polacos. Como não sabe o que isso seja, a única estratégia é tentar vencer a Irlanda.
Onze Provável: Neuer – Can, Mustafi, Hummels, Hector – Schweinsteiger, Kroos – Sané, Muller, Draxler – Gómez.
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Irlanda do Norte
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1-4 |
Amigáveis 2005
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Alemanha
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4-0 |
Irlanda do Norte
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Euro 2000 (Q)
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Irlanda do Norte
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0-3 |
Euro 2000 (Q)
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A Alemanha venceu os últimos quatro confrontos com a Irlanda do Norte, todos por três ou mais golos de diferença. O triunfo mais recente dos irlandeses foi já há trinta e dois anos, na qualificação para o Europeu de 84.








