Getafe – Rayo Vallecano (Liga BBVA)
“Derby” de Madrid no encerramento da 12ª ronda do campeonato espanhol. Em jornada marcada pela realização do “clássico” entre Real Madrid e Barcelona no Santiago Bernabéu, há “derby” da capital entre dois emblemas de menor expressão na metrópole espanhola, nomeadamente Getafe e Rayo Vallecano. O Coliseum Alfonso Pérez será palco do desafio entre duas equipas que se encontram separadas por apenas três pontos.
A frase de Pablo Sarabia serve de mote ao lançamento do “derby” madrileno entre Getafe e Rayo Vallecano. “Somos a terceira força de Madrid”, referiu o jovem médio, colocando “el azulón” imediatamente atrás de Real Madrid e Atlético de Madrid. Sem vencer há três jogos, o Getafe já teve melhores dias na atual edição do campeonato espanhol. Honra seja feita: De entre os três últimos compromissos que a equipa disputou, só numa ocasião se perspetivava que o Getafe pudesse fazer mais. Falamos da deslocação ao terreno do Eibar, uma vez que nas duas jornadas anteriores a essa derrota o Getafe defrontou Barcelona e Sevilha. Em casa, as prestações do Getafe até têm sido positivas: Apesar de ter perdido com Granada (1-2) e Barcelona (0-2), o Getafe venceu o Málaga (1-0), o Levante (3-0) e o Las Palmas (4-0). A força apresentada a jogar em reduto próprio é um dos factores que cimenta a opinião do defesa uruguaio Emiliano Velazquez: “Este ano há capacidade para assegurarmos a manutenção mais cedo”.
Registam-se duas baixas no conjunto do Getafe que, ao que tudo indica, deverão obrigar Fran Escribá a alinhar com um quarteto defensivo inédito. Falamos de Alexis e Damian Suárez, que se encontram suspensos.
Tendo em conta o estilo de jogo que o Rayo Vallecano costuma assumir e que privilegia a posse, o técnico Fran Escribá revelou, em conferência de imprensa, que a chave para conquistar os três pontos passa por exercer uma pressão forte, “impedindo que o portador da bola pense”.
Onze Provável: Guaita, Vigaray, Vergini, Velázquez, Lago, Lacen, Juan Rodríguez, Victor Rodríguez, Sarabia, Lafita, Álvaro Vázquez
À entrada para esta ronda, o Rayo Vallecano (13) leva três pontos de vantagem em relação ao rival Getafe (10). A equipa orientada por Paco Jémez pratica um futebol agradável, que aproxima o adepto do emblema do humilde bairro de Vallecas. Embora isso nem sempre se traduza em bons resultados, Jémez não abdica dos seus princípios e gosta que a equipa tenha bola, privilegiando um futebol vertical, criativo e dinâmico no último terço do campo. Nesta luta por se afirmar enquanto terceira maior força de Madrid, a verdade é que o Rayo leva vantagem e tem sido superior tanto a jogar em casa como fora: Sete triunfos diante do Getafe nos últimos oito “derbys” disputados.
Tal como Escribá, também Jémez terá que se debater com algumas baixas no respetivo setor defensivo à entrada para esta partida. Toño, Zé Castro e Rat estão impedidos de defrontar o Getafe.
Onze Provável: Yoel, Tito, Dorado, Llorente, Nacho, Trashorras, Baena, Pablo Hernández, Embarba, Bebé, Javi Guerra
Tal como já mencionámos, o histórico de confrontos recente é totalmente favorável ao Rayo Vallecano. Na última temporada, os comandados de Jémez venceram no Alfonso Pérez por duas bolas a uma. Tendo também em conta as baixas que se registam nos setores defensivos das duas equipas, perspetiva-se que, à imagem do que aconteceu no compromisso em causa, ambas as equipas consigam chegar ao golo. Embora soe a “cliché”, “um derby é sempre um derby” e o desfecho é altamente imprevisível. A atual situação das equipas na tabela classificativa também indica nesse sentido, uma vez que se encontram separadas por apenas três pontos.


