Atlético de Madrid – Real Madrid (Taça do Rei)
Numa meia-final disputada a duas mãos, um resultado desnivelado no primeiro jogo pode, muitas vezes, retirar todo o interesse à partida da segunda mão. Será que a receção pelo Atlético de Madrid ao seu vizinho Real corre esse risco? Se olharmos a que as duas equipas estão empatadas na Liga BBVA e que no banco do Atlético está um técnico de nome Diego Simeone, então não existem razões para que o Real baixe a guarda na visita ao Vicente Calderón. É óbvio que o 3 a 0 da semana passada deixou marcas nos colchoneros e colocam a equipa branca com um pé na final da Taça do Rei. Mas nunca fiando…
Enrique Cerezzo, presidente do Atlético de Madrid, veio atirar a primeira acha para a fogueira da recuperação. “Não seria a primeira vez que damos três ao Real”, disse ele. É assim de esperar que o Atlético se apresente na sua máxima intensidade e com garra e vontade de fazer tremer o adversário, senão eliminando-o da Taça, pelo menos deixando algumas marcas para o que resta da Liga. É assim um duelo que vive para lá da própria competição a que se destina. Depois da derrota em Almería, a preocupação dos rojiblancos passa, ainda, pela recuperação dos inúmeros lesionados do plantel. Courtois, Filipe Luís, Giménez, Tiago e David Villa são ausências confirmadas, todos entregues ao departamento médico. Diego Costa também não poderá fazer parte das opções, devido a estar suspenso. No último preparo antes do dérbi, Diego Simeone testou um onze com diversas mudanças, podendo ver-se o técnico argentino a provocar alguns dos jogadores menos utilizados para darem tudo nesta partida. Uma coisa é certa, os colchoneros não passarão por este encontro sem dar luta, muita luta.
Onze provável: Aranzubía – Juanfran, Miranda, Alderweild, Insua – Mario Suárez, Koke – José Sosa, Diego, C. Rodríguez – Raul Garcia.
Já o Real Madrid vai promovendo o bom espírito num plantel que tocou o primeiro lugar na classificação pela primeira vez em muito tempo, depois de ter garantido os três pontos frente ao Villarreal. Nessa partida Jesé voltou a marcar, cotando-se assim como a nova promessa da cantera do Real a merecer a atenção e, porque não dizê-lo, a pressão mediática de ter que render ao nível de um dos maiores clubes do mundo. Mas o jovem extremo parece não estar assustado com a responsabilidade, sendo que deverá voltar a ser titular, descansando Gareth Bale e surgindo Cristiano Ronaldo, que enquanto está castigado na Liga, só pode atuar nas partidas da Taça. Carlo Ancelotti chamou todos os jogadores à convocatória, incluindo até atletas como Marcelo e Fábio Coentrão, que se lesionaram, ambos, no fim-de-semana e têm a sua utilização em risco. Como o treinador italiano não se fia na vantagem de três golos, é bem provável que vejamos um Real à procura do golo desde o início da partida, aproveitando, até, um natural adiantamento do Atlético no terreno.
Onze provável: Casillas – Arbeloa, Varane, Pepe, Nacho – Illarramendi, Xabi Alonso – Jesé, Isco, Cristiano Ronaldo – Benzema.
O Real quebrou a rotina do Atlético vencer os duelos de Madrid, já que os colchoneros tinham somado duas vitórias nos últimos encontros.
| Real Madrid | 3-0 | Atlético Madrid | Copa Rey 13/14 |
| Real Madrid | 0-1 | Atlético Madrid | Liga BBVA 13/14 |
| Real Madrid | 1-2 (a.p.) | Atlético Madrid | Copa Rey 12/13 |
| Atlético Madrid | 1-2 | Real Madrid | Liga BBVA 12/13 |
| Real Madrid | 2-0 | Atlético Madrid | Liga BBVA 12/13 |
| Atlético Madrid | 1-4 | Real Madrid | Liga BBVA 11/12 |
| Real Madrid | 4-1 | Atlético Madrid | Liga BBVA 11/12 |
| Atlético Madrid | 1-2 | Real Madrid | Liga BBVA 10/11 |
| Atlético Madrid | 0-1 | Real Madrid | Copa Rey 10/11 |
| Real Madrid | 3-1 | Atlético Madrid | Copa Rey 10/11 |
A fúria do Atlético permitir-nos-á assistir a uma partida emocionante, a capacidade do Real para aproveitar espaços nas defensivas adversárias deverá oferecer ao conjunto branco um bilhete para a final da Taça do Rei.
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