Aston Villa – Manchester United (Premier League)
Os Villains desembaraçaram-se bem do compromisso da jornada inaugural mas a visita dos Red Devils a Villa Park será o primeiro teste a sério da temporada. Com Tim Sherwood na lateral o espetáculo está garantido. Mas no seu segundo ano à frente do Aston Villa vai ter que ir para além disso. Um brilharete frente ao Man United é coisa que lhe daria um crédito importante junto dos adeptos, o suficiente para algumas semanas de renovado estado de graça.
A época passada do Aston Villa podia ter resvalado para qualquer um dos lados. Quando Tim Sherwood assumiu o banco em Villa Park o clube está oscilava entre dois estados. No melhor cenário parecia bloqueado, no pior corria o risco de descer ao Championship. Goste-se ou não do estilo do treinador britânico ele conseguiu de imediato mudar a atitude da equipa. Não houve milagres no sentido da matéria-prima disponível não permitir transformações radicais mas essa organização, vontade e esforço em campo valeram aos Villains a tão ambicionada manutenção no primeiro escalão e uma presença na final da Taça de Inglaterra. Não é coisa pouca. Reconhecer as próprias limitações é sempre sinal de inteligência. Ao contratar Ray Wilkins, ex-analista da Sky Sports e antigo assistente de Carlo Ancelotti durante a passagem pelo Chelsea, está a reconhecer que a componente tática do jogo não é o seu forte e a recorrer a um especialista. O forte de Sherwood é a motivação, é trabalhar a componente mental dos jogadores e dar o peito às balas.
No fim de semana passado o Villa foi a Dean Court bater o recém regressado à primeira liga, o Bournemouth por uma bola a zero.
Há apenas uma baixa certa por lesão no plantel do Villa, Okore. Mas Carles Gil e Jack Grealish ainda estão a trabalhar para atingir a forma física adequada.
Onze provável: Brad Guzan – Bacuna, Micah Richards, Ciaran Clark, Amavi – Veretout, Westwood, Idrissa Gueye – Jordan Ayew, Gestede, Agbonlahor.
No jogo de estreia da Liga Inglesa o Manchester United venceu mas sem convencer. Ainda assim, as equipas de Manchester levam vantagem sobre Chelsea e Arsenal, que resolveram perder pontos logo a abrir. A visita da equipa de Mauricio Pochettino a Old Trafford já se adivinhava trabalhosa para os da casa, por aquilo que se viu nos embates da última temporada. E mais uma vez o Tottenham jogou sem receio do nome do adversário, de forma muito coerente e organizada. Longe da desenvoltura exibida na pré-época, o Man United venceu em casa com um autogolo de Kyle Walker. E depois de se ver em vantagem baixaram os níveis de ansiedade e foi bastante mais fácil gerir o marcador.
A situação de David de Gea nunca mais é oficializada mas, para todos os efeitos, já ninguém conta com ele no United. Romero deve manter a titularidade entre os postes. Phil Jones continua indisponível por lesão e Marcos Rojo ainda está a atingir a melhor condição física, razão pela qual Van Gaal deve manter a dupla Chris Smalling – Daley Blind no eixo da defesa. Fellaini cumpre mais um jogo de castigo.
Na próxima terça feira o United recebe o Club Brugge para a primeira mão do play-off de acesso à fase de acesso da fase de grupos da Liga dos Campeões. É de supor que Bastian Schweinsteiger possa alinhar desta vez ao lado de Morgan Schneiderlin, pelo menos durante quarenta e cinco, para testar a sua condição para o jogo do meio da semana.
Onze provável: Sergio Romero – Darmian, Smalling, Blind, Luke Shaw – Schneiderlin, Michael Carrick – Mata, Depay, Ashley Young – Rooney.
| Aston Villa | 1-1 | Manchester United | Premier League 2014/15 |
| Aston Villa | 0-3 | Manchester United | Premier League 2013/14 |
| Aston Villa | 2-3 | Manchester United | Premier League 2012/2013 |
| Aston Villa | 0-1 | Manchester United | Premier League 2011/2012 |
| Aston Villa | 2-2 | Manchester United | Premier League 2010/2011 |
| Aston Villa | 1-2 | Manchester United | Taça da Liga 09/10 |
O Manchester United venceu quatro das últimas seis deslocações ao Villa Park, empatando as restantes. Aliás, a última vitória do Villa em casa, frente aos Red Devils foi ainda no século passado, em outubro de 1999.


