Steaua Bucareste – Manchester City (Liga dos Campeões)
O Manchester City viaja até Bucareste para disputar o seu primeiro play-off de acesso à Liga Milionária. As credenciais de Guardiola na prova foram um dos fatores que levaram o City a contratá-lo mas o quarto lugar na Premier League obrigam a chegar lá pela porta dos fundos. Reghecampf avisa que o seu Steaua não se limitará a esticar a passadeira vermelha, seja qual for o adversário. Tem intenção de ganhar vantagem neste primeiro jogo.
Para o Steaua Bucareste, vencer este play-off significaria regressar à fase de grupos da Liga dos Campeões pela primeira vez nas três últimas temporadas. Mesmo sabendo que o City não é o adversário mais favorável para alcançar esse objetivo, o clube romeno recusa atirar a toalha ao chão de antemão. Pelo contrário, Laurentiu Reghecampf diz que todos viram a estreia dos Citizens frente ao Sunderland e acreditam ter possibilidades reais de bater o visitante inglês. O plano é entrar com intensidade e tentar marcar o quanto antes, já está anunciado. Para o treinador do Steaua é a única forma de lidar com uma equipa que tem o poderio ofensivo dos Citizens.
O Steaua Bucareste já passou por pré-eliminatória para ter direito a disputar este play-off. Na primeira mão, em Praga, os romenos conseguiram uma igualdade com um golo e no segundo jogo conseguiram um triunfo por duas bolas a zero para carimbar a passagem, graças a uma dobradinha do capitão Nicolae Stanciu.
A equipa de Reghecampf está com uma boa dinâmica. Ainda não sofreu uma única derrota (7V/ 2E), entre os jogos da pré e início da temporada. Já está na liderança do campeonato, com um ponto de vantagem sobre os perseguidores, ainda que com uma partida em atraso.
Onze Provável: Nita – Enache, Tamas, Tosca, Momcilovic – Pintilii, Achim – Popa, Stanciu, Hamroun – Golubovic.
As notícias dirão
que Pep Guardiola teve estreia vencedora no seu primeiro jogo oficial à frente do Manchester City, o que é factualmente certo. Os Citizens venceram em casa o Sunderland (2-1) mas fizeram-no com um autogolo. A equipa jogou q.b. e seria difícil esperar mais quando se sabe que o novo treinador obriga a movimentações que vão demorar a surtir toda a amplitude de efeitos. Estranhei que o técnico catalão desse a titularidade a John Stones, que apenas dois dias antes tinha sido confirmado como reforço. Estas coisas são muito comuns em Inglaterra mas precisamente porque o sistema de Guardiola pressupõe alguma adaptação a ideias um tanto diferentes não estava à espera. A verdade é que era preciso testar as interações defensivas, partindo do princípio que esteja a pensar aplicá-las na eliminatória europeia. A outra surpresa foi a manutenção de Caballero na baliza do City, com Hart a assistir do banco. E depois, aquilo que surpreendeu os comentadores: as trocas posicionais quando a equipa tem a bola, que é quase sempre. Os laterais – Sagna e Clichy – ocupam o meio-campo; Fernandinho recua, para uma função de varredor, no apoio aos centrais; David Silva avança para dar apoio ao ataque. Não é nada que ele não tivesse feito no Bayern.
As credenciais de Guardiola na Liga dos Campeões foram um dos motivos que mais pesou na sua vinda para o Etihad. Venceu a competição duas vezes – em 2009 e 2011 com o Barcelona – mas ainda mais significativo foi o facto de nunca ter caído antes de alcançar a semifinal. Não é segredo que é algo que o City persegue há anos (e muitos milhões) sem sucesso, convencer como candidato a campeão europeu e conquistar o seu primeiro troféu. Infelizmente, a temporada passada os Citizens não conseguiram melhor do que o quarto lugar na Liga Inglesa, o que obriga os obriga a tentar a entrada na fase de grupos da Liga Milionária pela porta dos fundos. É a primeira vez que o City se vê forçado a disputar o play-off e a equipa ainda está muito crua no que respeita à “revolução Guardiola” em curso. O Manchester pode sofrer um pouco nesta primeira mão embora tenha mais do que obrigação de vencer a eliminatória, o que deve ficar fechado no regresso a Inglaterra.
Guardiola parte para Bucareste sem Yayá Touré na comitiva. Leroy Sané está tocado e também não é opção.
Onze Provável: Caballero – Sagna, Stones, Kolarov, Clichy – Fernadinho, David Silva – Sterling, De Bruyne, Nolito – Aguero.
Os dois clubes nunca se defrontaram antes.




