Shakhtar Donetsk – Rapid de Viena (Liga dos Campeões)
O Shakhtar vai bem lançado para garantir a sexta presença consecutiva na fase de grupos da Liga dos Camepões. O golo de Marlos, em cima do apito para intervalo, pode ter selado o destino desta eliminatória. O Rapid de Viena não foi capaz de converter o jogo caseiro num trunfo para a viagem à Ucrânia, que não costuma ser terreno fácil para forasteiros. Mas os austríacos já chegaram onde ninguém os imaginava e tudo o que vier a mais é lucro. E como o Ajax bem sabe, no tudo ou nada o Rapid é capaz de ir pontuar fora.
O Shakhtar Donetsk e o Dínamo Zagreb foram os dois únicos visitantes a conseguir contrariar a vantagem caseira neste primeiro jogo do play-off, ambos regressando a casa para preparar a segunda mão com os preciosos três pontos. Mircea Lucescu era um homem muito satisfeito e aliviado no final do encontro, por poder sair de Viena com uma vitória. Ela sabia de antemão, por aquilo que a equipa austríaca tinha demonstrado, em particular frete ao Ajax, que o adversário tinha enorme facilidade em dar com o fundo das redes e a estratégia do experiente treinador romeno passava por os manter a uma distância segura da baliza de Pyatov. Contudo, foi o golo de Marlos, a um minuto de terminar o primeiro tempo que determinou o sucesso do plano traçado já que até esse momento as coisas podiam ter pendida para qualquer um dos lados. Foi um jogo espetacular e muito disputado, no limite da agressividade permitida, e até esse momento decisivo já ambos os guarda-redes tinham tirado o pão da boca de avançados adversários. O guardião ucraniano foi particularmente espetacular nos duelos com Louis Schaub e Florian Kainz. A nega ao remate do último foi o que despoletou a corrida e assistência de Yaroslav Rakitskiy para Marlos finalizar.
A vitória, e a entrega ao jogo, não veio a custo zero para o clube ucraniano. Taras Stepanenko teve que ser substituído aos trinta e oito minutos, após choque violento de cabeça com Srdan Grahovac. A decisão de retirar o defesa de imediato veio de queixas de que o jogador não teria sensibilidade no braço, o que poderia ser um sintoma de concussão cerebral.
De volta ao campeonato ucraniano o Shakhtar Donetsk voltou também aos triunfos, batendo o Arsenal Kyiv por três a zero, em Kiev.
Onze provável: Pyatov – Srna, Kucher, Rakitskiy, Márcio Azevedo – Fred, Stepanenko – Marlos, Alex Teixeira, Taison – Gladkiy.
O Rapid de Viena surpreendeu toda a gente ao eliminar o Ajax de Amesterdão, relegando o histórico clube holandês para a Liga Europa. Nessa pré-eliminatória ficaram também evidentes dois traços de personalidade da equipa orientada por Zoran Barisic. É um coletivo muito físico, que pressiona em cima do adversário e disputa cada bola com agressividade. E que acredita piamente na sua capacidade para marcar mais um, esteja ou não à frente no marcador. Sabendo que neste embate do play-off já não ia beneficiar do efeito surpresa os austríacos entraram no relvado ao rubro. Alta intensidade, muita luta e objetivo claro: marcar. É de louvar a atitude mas também é mérito do Shakhtar que ia bem preparado para anular este caudal ou retardá-lo até onde fosse possível. Foi a primeira derrota do clube austríaco esta temporada e o primeiro em doze jogos em que o Rapid de Vienna – que tem uma média de 2.7 golos em jogos oficiais – ficou em branco.
Onze provável: Ján Novota – Pavelic, Sonnleitner, Dibon, Auer – Petsos, Grahovac – Schaub, Hofmann, Kainz – Beric.
| Rapid Wien | 0-1 | Shakhtar Donetsk | Liga dos Campeões [play-off] |
O Rapid de Viena não tem alternativa: para se manter em prova tem que marcar e pela sua natureza vai tentar fazê-lo o mais rapidamente possível. Cabe aos da casa contrariar esse ímpeto e aproveitar algum balanceamento ofensivo dos austríacos para tentar fechar a eliminatória. Ficaria muito surpreendida se não houvesse golos na primeira parte do encontro.



