País de Gales – Israel (Euro 2016)
Gareth Bale e companheiros estão a uma vitória de confirmar presença no Europeu de França do próximo ano. O que significa que O País de Gales está prestes a fazer história já que nunca se tinha conseguido apurar para uma fase final do Euro. Em Cardiff está-se a preparar uma enorme festa, com direito a casa cheia, mas selecionador e jogadores continuam a insistir que este é mais um degrau no trajeto e que não podem perder essa concentração no objetivo imediato. Depois de estar alcançado, então poderão entrar na celebração. Israel voltou na quinta-feira às vitórias, batendo com facilidade Andorra, e continua na luta pelo apuramento.
No primeiro encontro desta jornada dupla o País de Gales deu mais um passo em frente, rumo à qualificação direta. Foi preciso esperar até ao minuto oitenta e dois para que Jazz Richards cruzasse para o inevitável Bale cabecear para o fundo das redes. Chris Coleman elogiou a exibição coletiva dos seus homens. Não foi a mais bonita mas cumpriu à risca o que era necessário. Defender em bloco, duma ponta à outra do campo, sem dar espaço para os cipriotas organizarem o seu jogo. Gales alinhou sem alguns elementos importantes, sobretudo no setor defensivo, obrigando a que outros se adaptassem a posições que não são aquelas em se sentem mais confortáveis. Mas ninguém diria, visto de fora. Ashley Williams, Chris Gunter e Bem Davies estiveram irrepreensíveis. Neste momento o selecionador pode já contar com James Chester, que estava com problemas musculares, e James Collins, mas seria injusto mudar o que funcionou tão bem em Nicósia. Notou-se foi a falta de Joe Ledley pela lateral esquerda e uma equipa mais capaz, como Israel, pode identificar e explorar aquele lado como uma fragilidade. Infelizmente, tudo aponta para que o médio do Chrystal Palace não esteja recuperado a tempo do jogo de domingo.
Os adeptos galeses estão eufóricos perante a possibilidade de ver a sua seleção apurada, pela primeira vez na sua história, para um Europeu. E esse momento histórico também não escapa a nenhum dos jogadores da convocatória. Mas eles sabem que têm que se concentrar no passo a passo, foi assim que chegaram até aqui. Gales precisa de três pontos dos três encontros que faltam disputar – Israel e Andorra em casa, Bósnia-Herzegovina fora – para carimbar o passaporte. Se o conseguirem no domingo, tanto melhor. Se não, voltam a jogo em outubro.
Onze Provável: Hennessey – Gunter, Richards, Williams, Davies, Taylor – Edwards, Ramsey, King – Bale, Kanu.
Israel alternou os três triunfos iniciais com três derrotas sucessivas – nas receções a Gales e à Bélgica e na deslocação à Bósnia, em junho – e esta quinta-feira regressou aos resultados positivos, frente a Andorra. O último classificado do grupo B tem sido o saco de pancada e o parceiro preferido de quem precisa de pontuar neste apuramento e foi assim também para os israelitas. Tanto assim que, ao intervalo, a vencer por quatro a zero, Eli Guttmann deu ordens para levantar o pé do acelerador e pode substituir, para poupar, o defesa Bem Haim e Eran Zahavi. Tomer Hemed saiu também mas a quinze minutos do fim, talvez por já ter um cartão amarelo.
Onze Provável: Marciano – Dasa, BenHaim, Tibi, Rikan – Biton, Zhavi, Natcho – Dabbu, Hemed, Ben Haim.
Gales lidera o grupo com dezassete pontos, seguida pela Bélgica com catorze, Israel com doze, Chipre com nove, Bósnia com oito e Andorra, ainda a zero.
| Israel | 0-3 | País de Gales | Euro 2016 (Q) |
| País de Gales | 2-0 | Israel | POff UEFA 1958 |
| Israel | 0-2 | País de Gales | POff UEFA 1958 |
Gales venceu os três jogos oficiais que teve com Israel, o mais recente dos quais neste apuramento, os anteriores num play de acesso em 1958.








