Levante – Espanyol (Liga BBVA)
Se vencer nesta deslocação ao Cidade de Valência o Espanyol pode garantir de uma vez a manutenção e é com essa ideia que o plantel se anima. Por contraste, o Levante bateu no fundo e começa a não haver tempo para alcançar a superfície. A última coisa que o último classificado precisava eram situações de indisciplina que perturbam o grupo e a saída noturna de Feddal e companhia não ajudou em nada. Rubi bem gostaria de ser mais firme mas como as coisas estão resta-lhe passar um raspanete e levá-los a jogo.
Faltam seis jornadas para terminar a Liga Espanhola e o Levante acentuou a sua posição de lanterna-vermelha. Venceu só um dos últimos sete jogos do campeonato (1V/ 2E/ 4D), no Mestalla (1-0), e soma apenas vinte e cinco pontos, ao fim de trinta e dois desafios. Neste momento precisa de cinco pontos para escapar à zona de despromoção. Mesmo que os Granotas vençam o encontro com os Periquitos não conseguem escapar já a este grupo de condenados. Mas poderiam aproveitar um eventual deslize de concorrentes diretos. O Getafe recebe o Real Madrid, o Granada visita o Vicente Calderón – logo estes dois correm sérios riscos de não pontuar nesta jornada – e o Sporting Gijón vai a Las Palmas.
No sábado passado o Levante foi ao Benito Villamarín medir forças com o Bétis e saiu derrotado. Num jogo muito equilibrado, valeu o golo isolado de Rúben Castro, à entrada dos dez minutos finais. O treinador granota ficou sob fogo cerrado pelas opções controversas. Num jogo que todos diziam ser absolutamente decisivo para a equipa deixou no banco José Luis Morales e Deyverson, responsáveis por mais de metade dos golos do Levante nesta temporada. A cereja no topo do bolo foi a decisão de fazer entrar José Mari, que há meses não fazia um jogo oficial, e ter sido este o elemento envolvido na perda de bola que deu o golo da derrota. Depois do desaire, Feddal, Deyverson e Simão Mate foram apanhados na noite e a coisa não caiu nada bem. Desde a direção à equipa técnica e restante plantel, todos consideraram grave a falta de discernimento dos jogadores. Mas não pode haver punição exemplar porque o Levante luta pela sobrevivência e os recursos são escassos.
Iván López e Toño são as baixas por lesão.
Onze Provável: Mariño – Lerma, Feddal, Medjani, Juanfran – Verdú, Verza, Mate, Morales – Rossi, Deyverson.
Entre as hostes do Espanyol há grande entusiasmo para esta deslocação ao Cidade de Valência. Se vencer a partida o clube de Sevilha praticamente tem garantida a permanência na primeira divisão espanhola. Defrontar o último classificado é a melhor oportunidade que se pode pedir para alcançar esse objetivo. Mas os jogadores estão alertados para a importância de concretizar esse suposto favoritismo e não embarcar em facilidades. A ideia é entrar forte e resolver a partida o quanto antes, para evitar ansiedades e surpresas.
Os Periquitos somam quatro triunfos nos últimos oito compromissos da Liga (4V/ 2E/ 2D) e estão no décimo quinto posto, com trinta e cinco pontos, a seis jornadas do fim. No sábado passado a recuperação que o conjunto orientado por Constantin Galca estava a fazer foi travada pela visita dos Colchoneros. O Atlético de Madrid, que também jogava com a cenoura do tropeção dos Culé, não conseguiu levar a sua avante no primeiro tempo – Pape Diop marcou primeiro e Fernando Torres igualou ainda antes do intervalo – mas na segunda parte ganharam embalo com o tento de Griezmann e acabaram por levar uma vitória expressiva para casa (1-3).
Arbilla é a única limitação para os planos do técnico romeno. O jogador foi operado esta semana e só deve regressar ao ativo na pré-temporada.
Onze Provável: Pau López – Javi López, González, Óscar Suarte, Rubén Duarte – Abraham, Pape Diop, Victor Sánchez – Hernán Pérez, Moreno, Asensio.
| Espanyol | 2-1 | Levante |
Taça do Rei 15/16
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| Espanyol | 1-1 | Levante |
Liga BBVA 15/16
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| Levante | 1-1 | Espanyol |
Taça do Rei 15/16
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Galca estreou-se em dezembro no banco do Espanyol, precisamente numa receção ao Levante, a contar para a quarta eliminatória da Taça do Rei. Ganhou por duas bolas a uma e se conseguir repetir o desfecho o clube tem a época salva.


