Manchester City – Hull City (Premier League)
Ao fim de quase cinco meses o Hull colocou a cabeça fora da zona de despromoção mas agora enfrenta o maior desafio. Os Tigers só venceram um jogo fora de casa durante toda a temporada e tem pela frente duas deslocações. A equipa de Guardiola, que não ganha há quatro jogos na Liga Inglesa, também precisa de um triunfo para se manter no top-4 agora que o título está definitivamente fora de alcance.
O Manchester City foi a Stamford Bridge com obrigatoriedade de pontuar mas não conseguiu evitar a derrota. No final, Pep Guardiola admitiu que Antonio Conte talvez seja o melhor treinador da Premier League. Não sei até que ponto a análise ao trabalho do colega pode ajudar o catalão porque os estilos e digo mesmo que os objetivos são tão distintos. Mas talvez seja uma reflexão – a da eficácia, da simplificação do que se pede e comunica aos jogadores – que Guardiola já está a fazer. Hazard abriu o marcador aos dez minutos e Sergio Aguero aproveitou uma defesa incompleta de Courtois para nivelar o encontro. O Chelsea só conseguiu recuperar a vantagem a partir da marca de penalti – Willy Caballero defendeu o primeiro remate de Eden Hazard mas o belga não falhou a recarga – mas também é certo que os Cityzens não voltaram a encontrar caminhos para a baliza contrária. Se, inicialmente, David Silva estava a ter liberdade para criar jogo e se movimentar sem grande controlo, na segunda parte o espanhol foi enquadrado e perdeu muito do seu raio de ação. Conte não teve problemas em assumir que a estrutura com a qual alinhou não estava a funcionar e abdicou de Zouma na lateral para colocar Matic em campo e conter o meio-campo.
O City está arredado da luta pelo título e agora tem um final de temporada exigente para segurar um dos lugares de acesso à Liga dos Campeões. O Liverpool tem uma vantagem de dois pontos mas tem também um jogo a mais. Arsenal e United estão quatro pontos atrás mas é preciso atenção porque ambos têm dois jogos em atraso, um em relação aos Cityzens.
Guardiola continua a ter um problema no lado direito da defesa e frente aos Blues optou por adaptar Jesus Navas, libertando Fernandinho para a primeira linha do meio-campo. Nessa altura o brasileiro teve Fabian Delph a seu lado. Mas tanto ele como Kompany fizeram os noventa minutos e pode haver necessidade de gerir o plantel. Gundogan, Jesus e Sagna são os lesionados.
Onze Provável: Caballero – Navas, Stones, Otamendi, Clichy – Fernandinho, Touré – De Bruyne, David Silva, Sané – Aguero.
Na quarta-feira o Hull City conseg
uiu, por fim, elevar-se acima da zona de despromoção, pela primeira vez desde outubro. Mas agora enfrenta o maior desafio: manter-se à tona. É que o registo em casa dos Tigers – sete vitórias e um empate desde a chegada do técnico português – contrasta violentamente com a performance nas deslocações. E esse é o lado que Marco Silva ainda não conseguiu melhorar. Ao longo de toda a temporada o Hull só venceu um jogo da Premier League (1V/ 2E/ 12D) fora, logo na jornada dois, em Swansea (2-0). À parte o nulo em Old Trafford, o treinador português perdeu os restantes jogos a que foi na condição de visitante. É certo que os adversários foram o Chelsea (2-0), Arsenal (2-0), Leicester (3-1) e Everton (4-0), mas ainda assim confirmam uma tendência muito acentuada. Por isso a duas próximas jornadas representam um desafio tão grande. Logo após o escapar à zona vermelha, dois encontros fora de casa, no Etihad e no Britannia, que podem deitar a perder a dinâmica positiva.
As lesões continuam. Harry Maguire, o marcador do último golo na vitória sobre o Middlesbrough (4-2), vem somar-se à lista. Abel Hernández, que também saiu tocado do encontro a meio da semana está, aparentemente, recuperado. Tom Huddlestone é baixa por castigo.
Onze Provável: Jakupovic – Elmohamady, Ranocchia, Dawson, Robertson – Markovic, Clucas, N’Diaye, Grosicki – Evandro, Niasse.
| Hull City | 0-3 | Manchester City |
Premier League 2016/17
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Manchester City
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4-1 |
Hull City
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Capital One Cup 2015/16
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O City venceu o jogo da primeira volta, no KCom Stadium, por três golos sem resposta.




