Everton – Hull City (Premier League)
Na última jornada, o Hull de Marcos Silva aproveitou a vantagem caseira para reclamar os três pontos frente ao Swansea, um concorrente direto. Mas o registo na estrada é menos animador e os Tigers não poderão contar com Oumar Niasse. Para ajudar à festa, o Everton vai na quinta vitória consecutiva em Goodison Park e conta com o melhor marcador da Premier League, Romelu Lukaku.
É mais ou menos inevitável. As boas exibições e a subida de rendimento de determinados jogadores sob a orientação de Ronald Koeman despertam a cobiça dos grandes clubes de Inglaterra. De certa forma, o sucesso de clubes como o Everton conduz necessariamente a convulsão, que é preciso saber gerir para não cair vítima. Começam as dificuldades para segurar jogadores como Lukaku e Barkley, ambos ligados a interesse do Chelsea, e que estão a entrar no último ano de contrato. O belga já comunicou à direção dos Toffees que não pretender assinar novo contrato e apesar do treinador não estar satisfeito com a postura, não retira o avançado das opções. Sempre me pareceu uma idiotice fazê-lo. Acabas por perder o jogador e perdes também a contribuição dele, enquanto lhe estás a pagar o salário. Admito que a equipa técnica pressione no sentido de uma clarificação, para o assunto não ficar a inquinar o grupo. Mas depois é seguir em frente. Não se pode esquecer que Lukaku está no topo dos melhores marcadores da Premier League, com dezanove golos, ex-áqueo com Harry Kane. E que Barkley é um dos reis das assistências no campeonato.
Na jornada do último fim de semana o Everton bateu em casa o West Bromwich (3-0), com golos de Kevin Mirallas, Morgan Schneiderlin e Lukaku. Foi o quinto triunfo consecutivo em Goodison Park. Nos últimos onze desafios da Premier League os Toffees só têm uma derrota, com os Spurs em White Hart Lane (3-2). Estão na sétima posição da tabela, dois pontos atrás da formação de José Mourinho, embora o United tenha dois jogos em atraso.
James MacCarthy, Bolasie e Besic são as baixas por lesão.
Onze Provável: Robles – Coleman, Williams, Funes Mori, Baines – Schneiderlin, Gueye – Barkley, Davies, Mirallas – Lukaku.
O Hull City regressou aos triunfos
no KCom Stadium. Bater o Swansea City (2-1) é de particular importância já que os dois emblemas são concorrentes diretos nesta luta pela manutenção na Premier League. Com estes três pontos os Tigers ficaram mais perto de escapar à zona de despromoção – são agora décimos oitavos, com vinte e quatro pontos. Ainda não foi desta mas é um passo na direção certa.
Oumar Niasse foi o trunfo que o treinador português tirou do baralho, leia-se banco, a meio do segundo período. O senegalês não defraudou: quatro minutos em campo e marcava o primeiro golo, em jogada de entendimento com Abel Hernández. O segundo foi também dele, dez minutos depois, dessa vez a passe de Elmohamady. Narsingh ainda reduziu em cima dos noventa mas já era tarde para mais.
Para a receção aos Toffees Niasse não é opção por estar por eles emprestado. Assim sendo, Marco Silva fica com poucas alternativas para a frente ataque, para além de Hernández. Falou-se esta semana que Evandro pode estar perto da recuperação e o técnico reconhece que o brasileiro acrescenta experiência e criatividade na construção ofensiva. Mas com a pausa para as seleções no horizonte próximo ninguém vai arriscar. O que não faltam ao Hull são indisponíveis por lesão, entre sete e oito. Não se pode forçar um regresso se pode implicar mais uma recaída de tempo incerto.
Onze Provável: Jakupovic – Elabdellaoui, Ranocchia, Maguire, Robertson – Huddlestone – Markovic, D’Diaye, Clucas, Grosicki – Abel Hernández.
| Hull City | 2-2 | Everton |
Premier League 2016/17
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| Hull City | 2-0 | Everton |
Premier League 2014/15
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| Everton | 1-1 | Hull City |
Premier League 2014/15
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O embate da primeira volta do campeonato terminou empatado, com dois golos para cada lado. Na temporada passada o Hull foi arrancar uma igualdade a Goodison Park.




