Estoril Praia – SL Benfica (Liga NOS)
O líder será o primeiro a entrar em campo este fim-de-semana, ainda que, dado o antecipar do jogo do FC Porto (relativo à jornada 15), a leitura dos resultados se possa fazer de forma inversa. Ou seja, para os devidos efeitos, o Porto já venceu o seu jogo deste “fim-de-semana”, pelo que se aproximou dos encarnados que, após a vitória frente ao Sporting e o cumprir das exigências na Taça de Portugal, entra em jogo num terreno onde o mais provável é não estar certo daquilo que irá encontrar. Isto porque o Estoril mudou de treinador e estreará nesta partida o espanhol Pedro Gomez Cardona.
O Estoril Praia ocupa a 11ª posição da Liga NOS e, se olharmos às qualidades e fragilidades do plantel, essa posição não parece estar muito distante daquela que será a sua, na análise do potencial dos conjuntos. Ainda assim, após um empate caseiro frente ao Belenenses e uma derrota no terreno do Vitória de Setúbal, a direção do clube decidiu o afastamento de Fabiano Soares e a contratação de novo técnico. Fabiano Soares já era, quase, um homem da casa, com profundo conhecimento dos objetivos e da realidade que o rodeava. Sabia que muitos dos seus jogadores deste plantel precisavam de tempo e tentou alinhavar uma estratégia para lhes permitir isso mesmo. O futebol dos canarinhos estava bem longe de ser apaixonante, mas começava a garantir pontos, até que esses dois resultados criaram novo embate negativo. Pedro Gomez Cardona é um treinador sem experiência, acumulando trabalho como treinador-adjunto, mas fazendo aqui a sua estreia como treinador principal. Chegando de Espanha, onde raramente o futebol português é analisado com profundidade, acaba por ter a “sorte” de começar frente ao Benfica, uma equipa que lhe será relativamente conhecida. Será a partir desse efeito surpresa que tentará criar espaço para começar a mostrar características que o diferenciem e permitam vê-l o como uma solução. Sem Paulo Henrique, Thiago Cardoso, Lucas Farias, Mano e Kléber, o técnico terá algumas limitações para elaborar o seu onze.
Onze Provável: Moreira – Aírton, João Afonso, Diakhité, Joel – Diogo Amado, Afonso Taira – Mattheus Índio, Eduardo, Mattheus – Bruno Gomes.
O Benfica conseguiu passar aos oitavos-de-final da Liga dos Campeões e venceu o jogo da semana passada, perante o Sporting, reforçando a sua presença no primeiro lugar da Liga NOS. Para além disso, venceu o Real, em jogo da Taça de Portugal, sem sentir necessidade de forçar a nota nessa partida. Objetivos cumpridos que precisam, agora, antes das festas natalícias, de confirmação em dois jogos que, à partida, não apresentam exigência muito alta. Frente ao Estoril, os homens de Rui Vitória defrontam uma equipa que mudou de treinador e carecerá de referências, enquanto o Rio Ave, que será adversário a meio da próxima semana, também não parece ser conjunto capaz de mexer em demasia com a organização da equipa. Esta análise poderá ser, no entanto, o maior risco que o Benfica terá de defrontar. Uma vez ultrapassados os objetivos mais complicados, os jogos fáceis representam enormes desafios mentais para uma equipa que não pode falhar. O FC Porto já foi a jogo e está a apenas a um ponto, enquanto o Sporting está a quatro pontos, ou seja, longe de poder dizer-se que os encarnados têm toda a tranquilidade. As lesões é que continuam a ser tema recorrente no balneário da Luz, que ainda não poderá contar com Grimaldo e Eliseu, levando a adaptação de André Almeida ao lado esquerdo da defesa, o mesmo acontecendo com Júlio César, que falhou o jogo da Taça de Portugal quer seria uma oportunidade para ter tido alguns minutos, Salvio e André Horta.
Onze Provável: Éderson – Nélson Semedo, Luisão, Lindelof, André Almeida – Fejsa, Pizzi – Gonçalo Guedes, Rafa, Franco Cervi – Mitroglou.
Os últimos seis encontros entre as duas equipas terminaram com vitórias do Benfica, pelo que o Estoril tem aqui um desafio alto, também, à tendência histórica dos confrontos com o seu “vizinho” encarnado.
Favoritismo total para o Benfica, que deverá cimentar a sua liderança na Liga NOS, enquanto o Estoril, com as mesmas fragilidades e um treinador sem conhecimento da causa em que vai estar inserido, desafia a lógica na luta da manutenção.



