Bulgária – Suécia (Mundial 2018)
O Grupo A está, de forma inesperada, bem mais interessante do que uma França com algum poderio e uma série de seleções em processo de reconstrução poderiam fazer prever. Ao fim de seis encontros, a Suécia lidera com 13 pontos, os mesmo que a França, que os suecos bateram na última jornada. A correr por fora, mas com o olhar no que puder sobrar, como um segundo lugar, a Holanda, com 10 pontos, e a Bulgária, com 9 pontos, duas seleções que, conseguindo vencer o jogo desta quinta-feira poderão mesmo reentrar na luta pela qualificação. No grupo há ainda uma Bielorrússia que rouba pontos aos restantes candidatos, tendo empatado com França e tendo vencido a Bulgária.
A Bulgária que é uma das grandes incógnitas do futebol europeu actual. Apesar de ter um representante com bom rendimento nas provas europeias de clubes, o Ludogorets, não consegue, na seleção, atingir o mesmo nível. Sendo verdade que o Ludogorets apresenta um plantel com forte inspiração estrangeira, olhando para a seleção actual, sente-se a falta de líderes, com Ivelin Popov, do Spartak Moscovo, e Georgi Milanov, do CSKA Moscovo, a serem os jogadores que actuam num contexto mais competitivo. Esta fragilidade competitiva da equipa búlgara tem reflexo directo nos resultados alcançados. Três vitórias em casa, três derrotas fora, sendo que a derrota perante a Bielorrússia poderá acabar por afectar fortemente as ambições da equipa nesta corrida para a Rússia. As ausências de Mihaylov, Dyakov, Tonev e Rangelov fragilizam a equipa de Petar Hubtchev, ainda que este tenha naturais ambições de continuar invencível em casa.
Onze Provável: Kitanov – Popov, Chorbadzhiski, Bozhikov, Zanev – Slavchev, Kostadinov – Manolev, Popov, Milanov – Galabinov.
Fantástico que a Suécia se encontre, neste momento, no primeiro lugar do seu Grupo, tendo batido a França. Aquando da saída de Zlatan Ibrahimovic da equipa nacional sueca, a expectativa parecia passar por uma orfandade da sua principal referência. Acontece que um ano antes os suecos haviam sido campeões europeus de Sub-21 e, sem a referência incontornável dentro de campo, começaram a soltar-se os elementos mais jovens e a procurar-se resposta numa ética colectiva que terá, até, mais que ver com o ADN do futebol escandinavo. Por isso mesmo, o excelente trabalho que vem sendo feito merece ser sublinhado. Perdeu pontos num empate caseiro com a Holanda, tendo perdido pela margem mínima em França, adversário que acabou por vencer, com o mesmo resultado, em encontro disputado em casa. Tem agora a difícil missão de ser a primeira equipa de vencer na Bulgária, mas a vantagem de apresentar um conjunto mais sólido parece ser assinalável. Oscar Hiljemark e John Guidetti são as duas ausências de maior monta, num grupo que se apresenta muito forte e motivado para aproveitar a vitória alcançada frente aos franceses.
Onze Provável: R. Olsen – Lustig, Lindelof, Granqvist, Augustinsson – Durmaz, Johansson, Ekdal, Forsberg -Toivonen, Berg.
Os últimos quatro encontros disputados entre as duas seleções terminaram sempre com goleadas favoráveis à Suécia. Aliás, desde 1967 que a Bulgária não vence um encontro perante esta oposição.
Apesar de uma boa carreira dos búlgaros em casa, o favoritismo pende para o lado da equipa sueca.







