Barcelona – Rayo Vallecano (Liga BBVA)
O Rayo Vallecano leva quinze anos sem sair vitorioso das deslocações a Camp Nou mas isso não demove a equipa de Paco Jémez. Há que tentar e aproveitar ao máximo. Sem Iniesta, Messi e possivelmente até sem Luis Suárez o duelo pode ficar mais equilibrado.
O Barcelona baixou para o quarto lugar na Liga BBVA com a derrota da última jornada, no Ramón Sánchez Pizjuán (2-1) mas continua a estar a apenas um ponto da liderança, que pertence ao Villarreal. São quinze amealhados de cinco vitórias e duas derrotas.
O problema dos blaugranos esta temporada estão a ser as lesões. Primeiro as limitações na defesa, agora são figuras-chave que ficam de fora por períodos prolongados. Isto seria contornável para um emblema com os recursos financeiros do Barça mas com a sanção que impede o clube catalão de inscrever jogadores tudo ganha outra dimensão. Tomemos o exemplo de Javier Mascherano, que já não é nenhum menino. Com trinta e um anos o argentino soma mais de mil minutos sem descanso na Liga espanhola, quer fazendo dupla de centrais, quer jogando à frente da defesa. É um jogador essencial, sim, mas que está a ser utilizado para lá do aconselhável por absoluta necessidade. Na quarta-feira a direção Culé anunciou que está pronta para levar o pedido de inscrição de Arda Turan ao CAS. O castigo aplicado ao Barcelona impede a inscrição de novos jogadores até janeiro próximo, o que na prática impede essa ação. Mas os regulamentos também estipulam exceções, como no caso de lesões graves e prolongadas. A argumentação do clube passa por tentar substituir Rafinha pelo médio turco contratado aos Colchoneros. A Federação espanhola já disse que apoia o pedido mas a FIFA tem-se feito de morta e demora a responder aos pedidos de esclarecimento dos catalães. Assim sendo, o Barça não vê outra alternativa senão levar o assunto para o tribunal arbitral.
Rafinha, Andrés Iniesta e Leonel Messi são as baixas já referidas. Luis Suárez tem feito apenas ginásio nos últimos tempos, sem ser integrado no treino de conjunto. As indicações são vagas mas aparentemente o avançado uruguaio tem queixas musculares e os técnicos estão a fazer o possível para o recuperar para a jornada dupla que aí vem. Depois da receção ao Rayo o Braça viaja para a Bielorrússia, para defrontara na terça-feira o BATE Borisov, em jogo a contar para a Liga dos Campeões.
Onze Provável: Bravo – Dani Alves, Mascherano, Piqué, Jordi Alba – Sergi Roberto, Busquets, Rakitic – Munir, Suárez, Neymar.
Paco Jémez está ciente das estatísticas mas acredita que a sua equipa pode ir vencer a Camp Nou. O Rayo Vallecano não saiu vitorioso do terreno Culé desde o ano de 2000 e o treinador sabe que existe uma grande diferença de argumentos entre os dois emblemas mas na sua forma de ver não poderia fazer o seu trabalho se não acreditasse que num determinado momento poderia vencer até os melhores. Jémez reforçou dizendo que para ele, e para os seus jogadores, medir forças com as grandes equipas, aquelas que disputam a Liga dos Campeões, é como um presente. É uma oportunidade única para dar tudo e aproveitar ao máximo a magia desses momentos.
O Rayo vem de duas derrotas consecutivas no campeonato – no Sanchéz Pizjuán (3-2) e em casa frente ao Real Bétis (0-2) – mas quem está familiarizado com o trajeto da equipa sob o comando do carismático técnico sabe que isso não significa nada. Eles vivem para as reviravoltas nos momentos mais complicados. O facto do poderoso Barcelona estar diminuído só nivela um pouco mais as coisas.
Onze Provável: Toño – Tito, Diego Llorente, Zé Castro, Nacho – Trashorras, Baena – Embarda, Jozabed, Bebé – Javi Guerra.
| Barcelona | 6-1 | Rayo Vallecano | Liga BBVA 14/15 |
| Rayo Vallecano | 0-2 | Barcelona | Liga BBVA 14/15 |
| Barcelona | 6-0 | Rayo Vallecano | Liga BBVA 13/14 |
| Rayo Vallecano | 0-4 | Barcelona | Liga BBVA 13/14 |
O Barcelona venceu os últimos nove confrontos com o Rayo, remontado até 2002, altera em que a equipa dos arredores de Madrid, surpreendeu ao somar duas vitórias sobre os acatalães, ambas em Vallecas.


