Rep. Irlanda – Sérvia (Mundial 2018)
O empate e exibição dececionante na Geórgia colocam a República Irlanda sob pressão e a ambicionar os três pontos para a sacudir. Antes desta dupla jornada de qualificação, irlandeses e sérvios dividiam a liderança do Grupo D, agora a seleção dos Balcãs leva dois pontos de margem, isolada na primeira posição. O duelo de terça-feira tem tudo para decidir a qualificação direta.
A Rep. Irlanda somou o terceiro empate consecutivo no apuramento para o Mundial, na deslocação de sábado à Geórgia (1-1). Depois das igualdades com o País de Gales (0-0) e Áustria (1-1), ambos cedidos em casa, a seleção liderada por Martin O’Neill foi dividir os pontos a Tbilisi, no sábado (1-1). Shane duffy abriu o ativo antes dos primeiros cinco minutos, o que poderia ter sido uma injeção de energia no conjunto irlandês. Mas não teve esse efeito, aliás, não teve nenhum. A partida foi muito morna e mastigada. Há que reconhecer que a igualdade conseguida por Valeri Qazaishvili, aos trinta e quatro minutos, foi inteiramente merecida e deu à formação georgiana o seu quarto pontos amealhado nesta fase de qualificação. Não sei se o pensamento na comitiva irlandesa era o de se poupar para o segundo jogo, que seria bastante mais duro. Se foi, o tiro saiu ao lado, como tantas vezes acontece quando se dá um jogo por resolvido antes de o jogar.
Antes desta dupla jornada irlandeses e sérvios dividiam entre si a liderança do Grupo D. Agora, os sérvios chegam a Dublin com dois pontos de vantagem sobre os concorrentes diretos. E se a Irlanda perder este jogo pode ver escapar de vez o primeiro lugar e a correspondente qualificação direta. E pode, simultaneamente, ser ultrapassada por Gales, que segue na terceira posição, dois pontos atrás da Rep. Irlanda.
Martin O’Neill está a ser muito contestado com esta sucessão de resultados mas todos esses detratores serão silenciados se a equipa for capaz de reagir e impor-se frente aos sérvios.
Seamus Coleman e James McCarthy continuam indisponíveis por lesão. Jeff Hendrick ficou de fora do jogo na Geórgia mas está a fazer trabalho específico de recuperação, o que permite equacioná-lo como opção.
Onze Provável: Randolph – Christie, Duffy, Clark, Ward – McClean, Whelan, Arter, Brady – Walters, Long.
A Sérvia fez o seu papel. N
uma receção ao último classificado, a Moldávia, a seleção de Slavoljub Muslin não complicou. Os golos de Kolarov e Aleksandar Mitrovic, aos trinta e oitenta e um minutos, garantiram com segurança os três pontos, que eram o objetivo fundamental. Sem desperdício de energias, sem gestão do resultado. Assim a formação dos Balcãs pode embarcar para Dublin com a motivação ao rubro. Os quinze pontos isolam-na no primeiro lugar, de momento, e eles sabem que se somarem os três pontos frente ao concorrente direto terão o apuramento automático praticamente garantido, com irlandeses e galeses engalfinhados então na disputa pelo segundo posto.
A seleção sérvia sabe que o adversário está fragilizado, encostado às cordas e pode aproveitar alguma ansiedade para aniquilar a concorrência.
Onze Provável: Rajkovic – Ivanovic, Kolarov, Nastasic, Maksimovic – Gudelj, Matic, Gacinovic, Kostic, Tadic – Mitrovic.
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Sérvia
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2-2 |
Mundial 2018 (Q)
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República da Irlanda
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1-2 |
Amigáveis 2014
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A visita da Rep. Irlanda a Belgrado foi o encontro que abriu a fase de qualificação para ambas as equipas. O segundo embate acontecerá exatamente um ano depois, a 5 de setembro também. No estádio do Estrela Vermelha, os irlandeses entraram a ganhar, com um golo aos três minutos. Estiveram a perder – a reviravolta operada por Filp Kostic e Dusan Tadic (g.p.) – e acabariam por segurar pelo menos um pontos, graças a Daryl Murphy, à entrada para os últimos dez minutos.





