Grécia – Hungria (Euro 2016)
A Grécia deve dar graças por estar a acabar esta fase de qualificação para deixar de arrastar a sua miséria pela Europa fora. É urgente uma reformulação que terá que ir além da habitual mudança de selecionador. A Hungria ainda pode sonhar com o apuramento direto mas o mais provável é que se tenha que satisfazer com a ida ao play-off.
No ano em que passarão doze sobre a conquista de um título europeu, à custa de Portugal, a Grécia vai assistir o Euro de França pela televisão. A seleção grega não voltou a vencer um jogo depois que Fernando Santos abandonou para se dedicar à equipa nacional. Três derrotas e um empate logo a abrir a campanha deram guia de marcha a Claudio Ranieri ao fim de dois meses e pouco. Mas com Kostas Tsanas a banda continuou desafinada e a música foi a mesma. Seis desaires e três igualdades dão aos helénicos o último lugar no grupo F e de lá já não sai.
Foi uma campanha desastrosa em todos os sentidos mas os sinais de alarme já lá andam há algum tempo, mesmo quando tinham o treinador português ao comando, como se viu pela participação da Grécia no Mundial do Brasil. Surpresa mesmo foi a vitória em 2004. Os gregos perderam os dois confrontos com as Ilhas Faroe, essa é uma boa medida para aferir o colapso desta equipa. Foram derrotados em casa (0-1) e fora (2-1). Curiosamente, ou talvez não, a seleção grega foi roubar pontos a Helsínquia (1-1), a Budapeste (0-0) e em Bucareste (0-0), terrenos que à partida se antecipavam difíceis. Nenhum ponto conquistado diante do seu público, quase como se o fator casa pesasse contra.
Na quinta-feira a equipa de Tsanas foi a Belfast carimbar o passaporte da Irlanda do Norte, que já tem lugar assegurado no Euro 2016, provavelmente em primeiro lugar no grupo F. A derrota concludente, por três a um, foi um embate entre equipas a viver momentos radicalmente distintos. De um lado os irlandeses, motivados para concretizar um momento histórico, cheios de garra e capacidade de superação, com Steven Davis a personificar esse espírito. Do outro, um coletivo desanimado, sem inspiração e sem capacidade de luta, à deriva no jogo.
Onze Provável: Karnezis – Torosidis, Moras, Papastathopoulos, Holebas – Samaris, Tziolis – Aravidis, Fortounis, Pelkas – Mitroglou.
A Hungria parte para o último jogo da qualificação com a certeza de que irá, na pior das hipóteses ao play-off. Esse é o cenário mais provável, embora matematicamente ainda lhe seja possível ambicionar ao segundo lugar – ocupado de momento pela Roménia – que está à frente com um ponto a mais. Mas mesmo que vença a sua partida, frente à Grécia, o que é provável, continua a depender de um desaire dos romenos, que viajam até Torshavn, para enfrentar as Ilhas Faroes.
Na quinta a equipa de Bernd Storck suou as estopinhas para bater Faroe em Budapeste. Roaldur Jakobsen marcou para os visitantes logo aos onze minutos e mantiveram-se em vantagem durante aproximadamente cinquenta minutos. Daniel Brode, que entrou ao intervalo, fez a igualdade aos sessenta e três e o tento da vitória oito minutos depois.
Onze Provável: Kiraly – Fiola, Juhász, Guzmics, Kádár – Nagy, Nemeth – Bode, Gera, Dzsudzsal – Priskin.
| Hungria | 0-0 | Grécia | Euro 2016 (Q) |
| Hungria | 3-2 | Grécia | Amigáveis 2008 |
| Hungria | 1-2 | Grécia | Euro 2008 (Q) |
| Grécia | 2-0 | Hungria | Euro 2008 (Q) |
O jogo da primeira volta, na Hungria, acabou empatado a zero.











