Dinamarca – Rep. Irlanda (Mundial 2018)
Pela quarta vez a Rep. Irlanda vai tentar chegar a um Mundial de Futebol por via do play-off. A Dinamarca fez uma qualificação forte mas não conseguiu aguentar a pedalada da Polónia, e ficou-se pelo segundo lugar do Grupo E. Os irlandeses só perderam com a Sérvia em casa mas deitaram-se a perder com os quatro empates concedidos. A eliminatória está a ser marcada pelas lesões importantes dos dois lados da barricada.
A Dinamarca ficou em segundo lugar do Grupo E, com vinte pontos somados (6V/ 2E/ 2D), cinco atrás dos líderes, os polacos. A formação comandada por Age Hareide sabia que os duelos com a Polónia seriam decisivos e quase conseguiu bater os rivais em outubro de 2016 (3-2), mas o hat trick de Lewandowski acabou por anular os esforços de Kamil Glik e Yurary Poulsen. Quase uma nos mais tarde, em setembro deste ano, os dinamarqueses surpreenderam ao bater a poderosa seleção de Adam Nawalka por quatro bolas a zero. O senão, e grande, foi a derrota sofrida frente a Montenegro (0-1), no seguimento do primeiro embate com os polacos.
A batalha do meio-campo costuma ser decisiva em qualquer grande embate mas nas partidas da Dinamarca ganha particular importância. A seleção de Hareide está especialmente pendente da criatividade de Christian Eriksen e o selecionador não tem problemas em assumir essa dependência. Disse mesmo que a estratégia é assegurar pose de bola para a fazer chegar ao médio do Tottenham, e depois logo se vê o que ele consegue fazer acontecer. Eriksen e Thomas Delaney são responsáveis por mais de metade (doze em vinte) dos golos da equipa nesta fase de grupos.
As lesões são uma preocupação para a comitiva dinamarquesa. Henrik Dalsgaard, lateral direito, foi descartado. O seu companheiro no Brentford, Andreas Bjelland, não deve estar em condições, pelo menos para a primeira mão. Nicolai Jorgensen, titular em sete dos encontros do apuramento, fraturou o pulso no fim de semana, ao serviço do Feyenoord, e na melhor das hipóteses jogará com gesso e uma estrutura de proteção. Simon Kjaer saiu magoado da partida da Liga Espanhola e ainda vai ser reavaliado.
Onze Provável: Schmeichel – Ankersen, Kjaer, Christensen, Knudsen – Delaney, Kvist – Poulsen, Eriksen, Sisto – Bendtner.
A Rep. Irlanda já está rotinad
a nesta coisa de disputar o play-off para tentar chegar ao Campeonato do Mundo de Futebol. Este será o quarto. À primeira experiência, em 1997, foi eliminada pela Bélgica. Em 2001 levou a melhor sobre o Irão e acabaria por chegar aos oitavos de final. E todos recordarão ainda a mãozinha de Thierry Henry, que impediu os irlandeses de ir Mundial da África do Sul.
A seleção de Martin O’Neill só sofreu um desaire na fase de grupos (5V/ 4E/ 1D) – em casa frente aos sérvios (0-1) – mas o que a deitou, definitivamente, a perder foram os quatro empates concedidos. No final, a vitória sobre o País de Gales, com um golo solitário de James McClean, garantiu o segundo posto, acabando com o sonho dos galeses.
A Rep. Irlanda já teve que dispensar Richard Keogh, James McCarthy e Sean Maguire por lesão. David Meyler está saudável mas falha a primeira mão devido a castigo. Neste momento o departamento médico faz todos os esforços para que Jeff Hendrick e Stephen Ward, o primeiro com problemas nos glúteos, o segundo no joelho, possam ser opção.
Onze Provável: Randolph – Christie, Duffy, Clark, Ward – Brady, Hourihane, Whelan, Arter, McClean – Murphy.
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Dinamarca
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0-4 |
Amigáveis 2007
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República da Irlanda
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3-0 |
Amigáveis 2002
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A Rep. Irland venceu os dois últimos duelos com os dinamarqueses, ambos amigáveis, de forma contundente. Mas o mais recente foi já há uma década.


