CSKA Moscovo – AEK Atenas (Liga dos Campeões)
Durou pouco o sonho do AEK Atenas na Liga dos Campeões, com a porta a fechar-se brutalmente na sua face depois de perder em casa por 0-2 frente ao CSKA Moscovo. O resultado, no entanto, esconde a realidade do jogo que foi substancialmente diferente da sugestão de um domínio total do conjunto russo. Pelo contrário. O AEK Atenas demonstrou capacidades para criar oportunidades e, eventualmente, chegar ao golo, numa partida em que terá dado tudo o que tinha e o que não tinha para chegar a um resultado minimamente convincente, no que a hipóteses de atingir o play off diz respeito. Olhando para a realidade do jogo, o CSKA apenas foi superior ao AEK num item, o da capacidade de matar o jogo quando este se abriu a essa possibilidade.
Em cima do intervalo, Dzagoev abriu o activo para o CSKA, seguindo-se, logo no reinício da partida, novo golo para os moscovitas, com a assinatura de Wernbloom. O AEK Atenas manteve a mesma sede de procurar o golo e de tentar recuperar o pé numa maré que se transformou em bastante favorável para o CSKA, mas não conseguiu marcar e viaja, assim, até à capital russa sem grandes esperanças na bagagem.
O CSKA Moscovo está numa fase mais adiantada da sua temporada, já com três jornadas realizadas na Premier League russa, o que lhe oferece uma maior consistência em termos exibicionais e também essa capacidade de demonstrar uma maturidade competitiva superior ao do seu adversário – se não bastasse o facto de, em termos nominais, ter um plantel mais composto do que o AEK. Na Liga russa, o CSKA venceu os encontros com o Anzhi, fora de casa, e com o SKA Khabarovsk, em casa, onde já tinha perdido para o Lokomotiv Moscovo no primeiro dérbi moscovita da temporada. Viktor Goncharenko sabe bem o desafio que tem em mãos, com as expectativas altas na reconquista de um título que escapou na época passada. Mas, ao mesmo tempo, o sucesso europeu – confirmável com a entrada na fase de grupos da Liga dos Campeões, tem um peso elevado na forma de ver este início de temporada.
Onze Provável: Akinfeev – V. Berezutski, Vasin, A. Berezutski – Mário Fernandes, Dzagoev, Wernbloom, Golovin, Schennikov – Chalov, Vitinho.
O AEK Atenas teve no encontro da Liga dos Campeões o primeiro jogo oficial da temporada, depois de uma fase de preparação em que realizou encontros frente a adversários da Ucrânia, Polónia, Rep. Checa, Israel e Bélgica, sendo deste último o adversário de maior relevo, o Gent, frente a quem não conseguiu mais do que um empate, depois de ter somado vitórias. A distância em termos de valia do plantel para o CSKA é assinalável, tal como é a experiência dos jogadores que compõem o grupo às ordens de Manolo Jiménez. A chegada de Hélder Lopez, vindo do Las Palmas, aumentou o contingente de jogadores portugueses, que tem em André Simões o seu elemento mais antigo em Hugo Almeida o jogador mais internacional. Mesmo assim, depois da derrota sofrida em casa, parece quase impossível vermos o AEK seguir para o play off da Liga dos Campeões.
Onze Provável: Anestis – Rodrigo Galo, Chygrynskiy, Vranjes, Bakakis – Johansson, André Simões, Ajdarevic – Christodoulopoulos, Hugo Almeida, Mantalos.
O historial de jogos oficiais entre estas equipas é, ainda, parco, com o primeiro encontro realizado na passada semana.
O favoritismo do CSKA Moscovo para o apuramento ficou confirmado, com a vantagem de dois golos a dar-lhe alguma liberdade para o encontro caseiro. Vencer deixou de ser obrigatório.


