Alemanha – Azerbaijão (Mundial 2018)
A visita do Azerbaijão a Kaiserslautern não cumpre nenhum outro objetivo, a não ser o reforçar da superioridade desta seleção alemã. A formação comandada por Joachim Low, que leva oito pontos de vantagem, somou a nona vitória em casa do segundo classificado, a Irlanda do Norte. E aos vinte e um minutos já vencia por duas bolas a zero. O maior interesse deste jogo serão as possíveis mudanças no onze germânico.
Impressiona ver esta Alemanha jogar. À tradicional eficácia que associamos à Mannschaft, nesta fase de rejuvenescimento ela está imbuída de uma qualidade individual a toda a prova, em todos os setores do relvado, e de uma interiorização de processos que entrem uns ou outros a fluidez se mantém. Alguns dos elementos dos sub-23 que tão brilhantemente venceram a Taça das Confederações sabiam que iam ter oportunidade de ir entrando na equipa principal e a forma como esta fase de apuramento foi evoluindo ajudou a que se proporcionasse.
Os dois primeiros lugares do Grupo C ficaram definidos na quinta-feira. A Alemanha foi a Belfast (1-3) vencer a equipa de Michael O’Neill. Aos vinte e um minutos já os germânicos venciam por duas bolas a zero, cortesia de Sebastian Rudy e Sandro Wagner. O selecionador da casa via a sua vida muito mal parada e claramente temeu-se que descambasse em goleada. Não aconteceu. A Alemanha já só marcaria um golo mais, aos oitenta e seis minutos, por intermédio de Joshua Kimmich, o rei das assistências nesta fase de qualificação europeia, que desta vez deu o seu contributo também para Rudy abrir o marcador. Não houve goleada porque a formação de Low descomprimiu. Magennis ainda haveria de reduzir já em tempo de descontos, um golo que recompensava a entrega dos irlandeses ao jogo no segundo tempo.
Entre primeiro e segundo classificados do Grupo C há oito pontos de separação. É tremendo mas só surpreende quem não viu as partidas. E pode ficar ainda maior se, como é bem possível, a Irlanda do Norte ceder pontos na República Checa.
Joachim Low chamou uma carrada de defesas centrais nesta convocatória e na Irlanda optou por alinhar com os dois mais experientes – Matts Hummels e Jerôme Boateng – mas faz sentido que no domingo teste outra dupla. Khedira e Ozil tinham sido poupados e agora foi Tony Kroos a ser dispensado do segundo compromisso. O médio do Real Madrid está com queixas na zona das costelas e não havendo necessidade regressa mais cedo ao clube para se recompor. Emre Can é o mais forte candidato a ocupar a vaga no alinhamento inicial.
Onze Provável: Ter Stegen – Kimmich, Mustafi, Rudiger, Plattenhardt – Rudy, Can – Goretzka, Muller, Sané – Younes.
O Azerbaijão está n
a penúltima posição do grupo, com os mesmos dez pontos que a Noruega e a única meta que pode estabelecer é ultrapassar os checos, atuais terceiros com doze pontos, na tabela. Outra meta possível é a de evitar ser massacrado pelos alemães, tal como a Noruega o foi (6-0) em setembro passado. Ninguém aprecia uma humilhação dessas.
A formação azeri vai tentar adiar o mais possível o primeiro golo alemão, aprendendo com o erro irlandês. Se o impasse se prolongar é possível que a equipa da casa cresça em confiança. Mas começo a achar que esta Alemanha em audições pode ser ainda mais determinada que a versão “adulta” porque estes querem mesmo mostrar serviço.
O Azerbaijão tem cinco derrotas nos últimos seis encontros desta fase de grupos, sucessão só interrompida pela vitória sobre São Marino (5-1), na qual aproveitaram para tirar a barriga de misérias de concretização.
Onze Provável: Agayev – Mirzabekov, Guseynov, Sadygov, Pashaev – Amirquliyev – Izmailov, Huseynov, Richard, Nazarov – Gurbanov.
|
Azerbaijão
|
1-4 |
Mundial 2018 (Q)
|
|
|
Azerbaijão
|
1-3 |
Euro 2012 (Q)
|
|
|
Alemanha
|
6-1 |
Azerbaijão
|
Euro 2012 (Q)
|
Os alemães venceram os cinco confrontos que já tiveram com os azeris, sempre com uma margem de dois golos ou superior.





