As cotações das Casas de Apostas não abonavam a favor da seleção da Austrália nem no início da competição, em à entrada para esta última ronda do Grupo D, mas a realidade é que os “Socceroos” conseguiram assegurar a passagem aos “oitavos”. A seleção francesa rodou, perdeu mas conseguiu o acesso no primeiro posto. França e Austrália são as apuradas do Grupo D.

A seleção da Austrália estava longe de ser das principais candidatas aos “oitavos” a partir do Grupo D do Mundial 2022.

Olhando para as quatro equipas a concurso, a campeã do mundo França figurava como favorita total à conquista do primeiro lugar e, em segundo na hierarquia, aparecia a Dinamarca, sobretudo depois da grande campanha no Europeu 2020, disputado no verão de 2021.

À entrada para a derradeira ronda, as contas eram fáceis de fazer: os dinamarqueses estavam obrigados a vencer e um empate poderia ser suficiente para a Austrália caso a Tunísia não surpreendesse a França…

França e Austrália conseguiram terminar nos dois primeiros postos. 

A inteligência de perceber as próprias limitações

Cedo se percebeu que, mesmo consentindo o maior ascendente dinamarquês, a Austrália não ia confiar na possibilidade de se apurar com um empate. Isso foi notório na postura assumida desde o primeiro momento: os “Socceroos” nunca abdicaram de jogar mas, atendendo às limitações, apostaram na transição e num crescimento progressivo.

Do ponto de vista estratégico, sem recuar demasiado, a Austrália focou-se em travar o ímpeto inicial dos dinamarqueses e em fechar os caminhos para zonas de finalização, jogando com a potencial ansiedade de quem estava obrigado a vencer.

À medida que os minutos foram avançando, a Austrália foi dispondo de maior espaço (e maior número de oportunidades) para explorar em transição e foi numa dessas ocasiões que se colocou em vantagem: Leckie foi lançado, trabalhou bem sobre Maehle e fez o golo que deu vantagem à Austrália.

Dois minutos antes, a Tunísia tinha marcado, resultado que obrigava a Austrália a vencer.

A partir daí, a Dinamarca mexeu como pôde, as más decisões no último terço sucederam-se e quem saiu a ganhar foi mesmo a equipa da Austrália, sempre organizada, compenetrada e competente na defesa do resultado que lhe dava o apuramento.

Longe de ser uma das favoritas na corrida aos “oitavos” do Mundial 2022, a seleção australiana apurou-se pela segunda vez, depois de ter logrado este feito em 2006, na Alemanha.

Quem tanto roda…

Apurada para os “oitavos” e ciente de que só um improvável conjunto de resultados poderia impedir a conquista do primeiro lugar, a seleção francesa apresentou-se com um onze pejado de alterações.

A Tunísia, com aspirações intactas na luta pelo apuramento, apresentou-se empenhada em fazer a sua parte: vencer a campeã do mundo, algo que figurava como uma obrigatoriedade.

Perante uma seleção francesa muito pouco inspirada, a Tunísia teve mérito na forma como se apresentou em termos estratégicos.

A França foi resistindo à irreverência (e competência) dos tunisinos até que Khazri, bem conhecido dos franceses e nascido em Ajaccio, encontrou os caminhos para o golo. A Tunísia estava, nesse momento, em posição de apuramento, mas o êxtase foi imediatamente “cortado” pelo golo australiano diante da Dinamarca…

Até final, os tunisinos esforçaram-se por segurar um resultado histórico e torceram afincadamente por um golo dinamarquês que nunca chegou. Antes do apito final, ainda houve tempo para um golo anulado a Antoine Griezmann.

Para a posteridade fica o facto de a Tunísia ter igualado a melhor prestação de sempre em fases finais do Mundial: tal como em 1978, conquistou quatro pontos.

Contas feitas, França e Austrália seguem para os “oitavos” deste Mundial 2022.

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