Foram 36 anos à espera do tão ambicionado regresso à fase final de um Mundial e, honra seja feita a esta seleção do Canadá, os apontamentos deixados no relvado do Ahmed bin AliI Stadium foram francamente positivos. No entanto, os norte-americanos continuam sem conseguir chegar ao golo em fases finais da maior competição de seleções do globo.

 Vontade de fazer história

A missão seria sempre exigente, dado que a seleção canadiana teve pela frente nada mais nada menos que a congénere da Bélgica. Poderá até argumentar que boa parte desta seleção belga está em fim de ciclo, mas o conjunto flamenco não deixa de apresentar bastante qualidade tanto em termos coletivos quanto individuais, já para não falar no facto de ser bem mais experiente neste contexto.

Por um lado, a experiência terá permitido a Thibaut Courtois negar o golo a Alphonso Davies na cobrança de uma grande penalidade logo ao minuto 11, por outro, a falta dessa mesma experiência em nada afetou o coletivo canadiano que rubricou uma exibição com muita personalidade.

Sem se deixar atemorizar pelo favoritismo belga, a equipa canadiana procurou ter iniciativa desde início, jogou sempre perto da área adversária e aproveitou os metros deixados pela linha defensiva adversária para se instalar no último terço.

Aí, surgiu outro problema: a definição. O Canadá ia acumulando más decisões na hora de encetar ataques à baliza defendida por Thibaut Courtois e a experiente defesa belga agradecia.

Incapaz de definir com qualidade, a seleção canadiana acabou mesmo por ver a Bélgica encontrar os caminhos para a sua baliza: Toby Alderweireld lançou longo, Michy Batshuayi dominou e, na cara do guardião contrário, atirou com qualidade para o 1-0 já perto do final da primeira parte, resultado que não espelhava aquilo que se ia passando dentro das quatro linhas.

Na etapa complementar, Roberto Martinez lançou Onana para dar mais consistência ao meio-campo, os belgas foram suprimindo espaço entre linhas e a equipa canadiana, apesar das pretensões e da iniciativa, começou a ter ainda mais dificuldades para chegar com qualidade a zonas de finalização, de tal forma que Thibaut Courtois não foi obrigado a nenhuma grande intervenção.

O encontro terminaria com um desaire por uma bola a zero e a equipa canadiana continua sem golos marcados em fases finais do Mundial. As duas equipas partilham o Grupo F deste Mundial 2022, juntamente com Croácia e Marrocos.

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Do México ao Qatar

Até se estrear neste Mundial 2022, a seleção do Canadá contabilizava apenas uma participação em fases finais da competição de seleções mais importante do globo, nomeadamente no México, em 1986.

À época, a seleção canadiana despediu-se da prova na fase de grupos sem glória, pontos ou golos: perdeu por uma bola a zero com a França e por dois tentos sem resposta tanto diante da Hungria quanto da União Soviética.

Alphonso Davies, ao permitir a defesa a Courtois, perdeu uma oportunidade de ouro para fazer história. Seguem-se compromissos ante Croácia e Marrocos nos quais os “Maple Leafs” vão ter a oportunidade de se estrearem a marcar em fases finais da competição. Por outro lado, também têm uma certeza: a de que, dentro de quatro anos, vão estar presentes no terceiro Mundial da sua história, já que serão organizadores juntamente com Estados Unidos e México.

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